quarta-feira, 12 de julho de 2017

Caminho de Santo André de Teixido e Costa Ártabra

Por Caminhos de Santiago e de Fátima, por terras de Somiedo, "Por fragas e pragas..." as mais diversas ... a minha "estrela arraiana" tem andado arredada da maioria das minhas "aventuras" de ar livre. Que saudades, já, das autonomias que fizemos a dois no nosso amado Gerês; que saudades, já ... que as minhas "aventuras" sejam as nossas "aventuras"! E que pena que a minha estrelita, companheira de todos os dias e da Vida, mãe dos meus filhos, avó dos meus netos ... não tenha sentido até agora a energia e a motivação para um Caminho de Santiago. Mas ... há já muito tempo que um Caminho, também ele mágico e místico, também ele ligado de certa forma aos mitos e lendas de Santiago ... andava no meu imaginário e nos meus Sonhos. Como diz a minha Mana Paula ... "onde há um Sonho há um Caminho"; ou, como canta o Sebastião Antunes ... "no canto de cada Sonho nasce a Vontade". Refiro-me ao Caminho de Santo André de Teixido, nos confins do noroeste galego; faz parte do Camiño de Santiago do Mar, uma variante do Camiño do Norte, ou do Camiño Inglés.

"A San Andrés de Teixido vai de morto o que non foi de vivo..."; este ditado popular galego deriva de uma lenda que conta que Santo André estava triste, porque o seu templo era pouco frequentado, ao contrário do de Santiago. Santo André pediu então ajuda ao Senhor. Um dia, apareceu-lhe o Todo poderoso acompanhado por S. Pedro. Ao ver Santo André tão desanimado, prometeram-lhe que ao seu templo acudiriam todos os mortais ... e aquele que não o fizesse de vivo, faria-o depois da morte, reencarnado num animal. E assim o Santuário de Santo André de Teixido, tambem chamado de San Andrés do Cabo do Mundo, converteu-se no segundo centro de peregrinação de toda a Galiza!
Baía de Cedeira à vista, 7.07.2017, 17h45
Antes de reencarnarmos num animal ... foi portanto para o Caminho de Santo André de Teixido que consegui cativar a minha estrela. Cerca de 50 km, desde próximo do porto de Ferrol; três dias, nas calmas, embora com etapas desproporcionadas, dada a inexistência de Albergues ou mesmo de uma capaz cobertura de alojamentos a preços peregrinos. E cá estamos. Xa fomos a Teixido en vida ... xa non iremos despois de mortos... 😊
Depois de uma viagem de 650 km desde Lisboa, na sexta feira, sábado o carro ficou em Cedeira, de onde fomos de autocarro para Freixeiro, a paragem mais próxima do Mosteiro do Couto, em Narón, paredes meias com Ferrol, onde começa o chamado Camiño vello a Teixido. O Mosteiro do Couto, ou Mosteiro de San Martiño de Xubia, é um Mosteiro beneditino fundado pelos Condes de Traba. Em 1735, aqui chegou Frei Martín Sarmiento, o "Pai Sarmiento", dirigindo-se em peregrinação a Santo André de Teixido. Local de passagem obrigatória na primeira etapa do Caminho Inglês, junto aos tradicionais marcos do Caminho de Santiago destacam-se, a partir do Mosteiro do Couto, outros marcos decorados a vermelho, com um peixe: são os marcos do Camiño de Santo André de Teixido.

Mosteiro do Couto, ou de San Martiño de Xuvia, Narón, 8.07.2017, 10h20
E ei-las ... as mágicas setas amarelas...
E os marcos do peixe vermelho...
Regressado dos Caminhos há pouco mais de um mês ... que emoção foi voltar a ver as setas amarelas e os marcos jacobeus. Uma emoção que só quem já fez o Caminho consegue entender; uma emoção sentida e vivida! O Caminho de Teixido começa por acompanhar o fundo da Ria de Ferrol, até à foz do Rio Freixeiro, onde se localiza o Moinho de Cornido, construído em finais do sec. XVIII. Pouco depois, o Caminho Inglês contorna a ria e segue para sul, enquanto o "nosso" Caminho segue para norte, rumo a terras de Valdoviño e à Costa Ártabra. Os ártabros eram uma tribo celta que povoou o noroeste galego. Fascinados pela formosura deste litoral, espalharam-se por estas terras selvagens até à chegada de Júlio César. Artai, filho primogénito de Breogán, teria sido o fundador do povo ártabro.

Moinho de Cornido, na foz do Rio Freixeiro na Ria de Ferrol
Direcção ... Teixido...
... depois de deixar o Caminho Inglês a Santiago
A nossa primeira etapa em terras ártabras revelou-nos a magia dos bosques atravessados. Junto com o colorido das flores e o verde da ramagem, na neblina ... só faltavam saltar das árvores os duendes e as fadas de extraño nome...

Através da magia dos bosques...
O nosso primeiro "albergue" foi a "Casa Veiga", uma casa de aldeia com mais de um século, transformada numa muito agradável hospedaria rural. A segunda etapa era a mais longa, pelo que saímos pouco depois das nove horas. O dia parecia cinzento, tal como o primeiro, mas um cinzento que apenas significava os deuses a protegerem-nos do calor do Sol aberto.

9.07.2017, 9h30 - Começáramos a segunda etapa do
nosso Caminho a San Andrés de Teixido

Terras de Valdoviño e o mar, ao fundo, da subida ao Coto do Esperón
O Coto do Esperón constitui a maior altitude da zona, embora pouco ultrapassando os 300 metros. Para sul, lá estava Ferrol e Narón, de onde tínhamos partido na véspera. Passámos à porta do parque temático "Aldea Nova", que recria o ambiente rural de há várias décadas ... mas que estava fechado. E lá fomos atravessando os campos, até um lugar de nome estranho: Vella Morta. A que se deveria semelhante topónimo? Uma pesquisa pela net deu-me a resposta: em vários locais na Galiza "un terreo brando, debido a unha fonte que non sae á terra, é unha vella morta". Estamos sempre a aprender.

Dois peregrinos pelos campos...
Há topónimos meio estranhos... 😊
E há matos a desbravar... 😉
Faltam as fadas e os duendes...
Pouco depois da uma da tarde estávamos a cruzar a barragem de Las Forcadas. E o almoço não poderia ser em local mais indicado, junto à Capela da Fame, junto à pequena aldeia de Liñeiro. Servia de lugar de repouso espiritual e de paragem no Caminho de San Andrés de Teixido, para que os peregrinos recobrassem forças.

Barragem de Las Forcadas

Capela de Nosa Señora da Fame (Liñeiro)
A entrega às forças da terra
Pouco depois das três e meia estávamos em Porto do Cabo, antigo porto fluvial no rio Mestas, sobre o qual passa uma ponte medieval. Porto do Cabo era uma referência na rota dos peregrinos a Teixido, contando mesmo na altura com uma antiga hospedaria. Como actualmente não existe alojamento para peregrinos, tínhamos de regressar à nossa "base" em Cedeira, fazendo portanto uma variante ao Camiño vello a San Andrés de Teixido, mas que nos permitiria maiores panorâmicas de mar.

A caminho de Porto do Cabo, 15h30
Ponte medieval de Porto do Cabo, sobre o Rio Mestas
Às cinco da tarde estávamos à vista de Cedeira. O Hostal Chelsea, onde já tínhamos ficado sexta feira, ia de novo ser a base para as duas próximas noites ... antes e depois da derradeira etapa a Teixido.

Cedeira à vista, 17h05
Cedeira, 9.07.2017, 20h20
A terceira e última etapa fizemo-la portanto pela variante da Ruta dos Peiraos, com início em Cedeira. A Associação de Amigos do Camiño a San Andrés de Teixido, se quiser, tem o dever de divulgar ainda mais este velho Caminho como rota de peregrinação e de dinamizar a criação de pelo menos um ou dois Albergues que o tornem acessível a todas as bolsas. Em Teixido aliás não existe qualquer possibilidade de alojamento, nem transporte público. O regresso a Cedeira só pode ser de táxi ...

Cedeira, 10.07.2017, 10h20
A expectativa era grande para esta derradeira etapa, não só pela chegada ao termo como também pelas panorâmicas que se nos iam abrir. E efectivamente a Ruta dos Peiraos correspondeu à expectativa ... mas durinha qb, em termos de desníveis e de piso. Que o diga a minha "pobre" estrelita ... que quase não chegava a Teixido de vivo... 😓
Saímos de Cedeira pela antiga Porta de Rebordelo, da antiga muralha, subindo o velho caminho que leva à Capela de San Antón de Corveiro. Frente ao mar, tal como o Cristo no Cruzeiro próximo, aquele é sem dúvida um lugar mágico, onde apetece estar em silêncio, meditar.

Ermida de San Antón de Corveiro ... um lugar mágico
E o percurso segue ao longo da Serra da Candieira, caminhando para norte, ora por entre vegetação densa ora a ver a costa, escarpada e abrupta. Almoçámos sobre a Ponta da Candieira, com uma fabulosa panorâmica do alto dos seus quase 370 metros de altitude, que já tínhamos subido desde o nível do mar ... como principalmente a minha estrela já acusava...

Diferentes formas de apreciar a Natureza, até à Ponta da Candieira
Pelas duas e meia da tarde, quando o trilho começa a rumar a leste ... ao fundo começámos a ver San Andrés de Teixido, encravada na vertente da Serra da Capelada, uma das zonas mais abruptas da costa galega. Ainda faltavam cerca de 5 km, mas tínhamos o objectivo à vista. Cavalos semi selvagens vagueavam pelas alturas, aproveitando os prados sobranceiros ao mar, enquanto a tarde ia trazendo o Sol ... e o calor. O trilho ziguezagueia num quase permanente sobe e desce, até ao chamado Chao do Monte e ao bosque petrificado, onde a erosão moldou as rochas com formas tão diversas, que muitas parecem ramos e troncos de um mitológico bosque perpetuado em pedra.

E de repente, ao fundo ... San Andrés de Teixido!
O cansaço acumulado fazia-se sentir...
Também eles vagueiam
por esta costa selvagem
Caminho do Chao do Monte ... um pouco de prado para amenizar da pedra
Chao do Monte, 17h40 ... e estávamos sobre San Andrés de Teixido
Passava já das cinco e meia quando chegámos ao miradouro do Chao do Monte, onde reentrámos no Camiño vello a Teixido que tínhamos deixado em Porto do Cabo. Estávamos perto ... mas descer a San Andrés de Teixido faz parte da penitência da peregrinação. O trilho ziguezagueia encosta abaixo, quase permanentemente sobre pedra, a muita pedra que, ao longo de séculos, permitiu aos peregrinos a formação dos chamados milladoiros, ou amilladoiros. Um amilladoiro é um amontoado de pedras deixadas em determinados locais; segundo a tradição, quando chegar o dia do juízo final as pedras falarão e darão o testemunho da peregrinação. A maioria dos milladoiros foram Cristianizados e encimados por uma cruz ... a lembrar a Cruz de Ferro do Caminho Francês a Santiago.

Amilladoiro na descida a San Andrés de Teixido
À medida que descemos, as borboletas esvoaçam à nossa volta; uma ou outra lagartixa aparece tímida; as lesmas aproveitam a humidade da chuva da noite anterior. E estes seres ... podem ser velhos peregrinos reencarnados, já que a alma do que non foi de vivo a San André ... tem de ir por três vezes despois de morto...

Por entre as almas
de velhos peregrinos ...
... a penitência continua ...
... até que, pouco antes das 18h30 ... entramos em San Andrés de Teixido
Entrar em San Andrés de Teixido não tem hoje naturalmente a mesma carga - ou pelo menos não a teve para mim - que entrar em Santiago de Compostela ao fim de 10, 20 ou 30 dias a caminhar. Mas o simbolismo daquele Santuário, a verdadeira penitência que foi lá chegar - a minha pequena grande estrela que o diga... - e as muitas lendas ligadas a Santo André conferem ao local a mística e a magia suficientes para nos sentirmos pequenos ... para entrarmos no Santuário e agradecer às forças do Universo, a algo superior a nós ... para entrarmos no Santuário e ajoelharmos...

Santuário de San Andrés de Teixido ... o fín do Camiño
Um pouco abaixo do Santuário, visita obrigatória em Teixido é também a Fonte dos 3 Canos, ou Fonte do Santo. Reza a tradição que, quando se pede um desejo a Santo André, se deve beber água sucessivamente de cada um dos três canos, atirando-se de seguida uma migalha de pão ao tanque. Se a migalha flutuar o desejo será atendido ... se se afundar bem podemos perder a esperança...

Fonte dos Três Canos, ou Fonte do Santo. Não pedimos desejos... 😊
Não pedimos desejos ... mas o romance estava garantido...; à nossa volta, tanto no penoso Caminho como ali, na Fonte dos Três Canos ... havia muita "herba de namorar"... 😌. É mais uma lenda entre tantas, em San Andrés de Teixido: na noite de S. João, há que meter uns ramitos da "herba de namorar" (Armeria maritima) no bolso da pessoa cujo amor se quer conquistar ... mas sem que a mesma se dê conta. Eu e a minha estrelita ... já estamos conquistados há muitas luas... 😆
Eram quase sete e meia quando deixámos San Andrés de Teixido, à luz mágica do entardecer. O regresso a Cedeira foi rápido ... de táxi entretanto chamado. Estava terminada a nossa "peregrinação" ... mas não a nossa digressão por esta selvática e mágica Costa Ártabra.

San Andrés de Teixido, 10.07.2017, 19h20
A componente pedestre completara-se nos três dias que nos levaram do Mosteiro do Couto a Santo André de Teixido. Mas a Costa Ártabra não se esgotara na peregrinação. Para norte e leste de Teixido, a Serra da Capelada constitui a continuação natural da Candieira, na qual percorremos a ruta dos peiraos na 2ª feira. Até ao Cabo Ortegal continuam a ser terras ártabras, lá onde o Atlântico contorna a Ibéria e se transforma no Mar Cantábrico. Já em versão 4 rodas, terça feira foi dedicada aos confins da Capelada e das terras ártabras ... para então rumar a sul e terminar na Coruña.

Cedeira, 11.07.2017, 10h30: o mar não é de ninguém...
Bem mais rapidamente do que a pé, voltámos ao miradouro do Chao do Monte, agora para seguir rumo ao Cristo e ao Milladoiro dos Carrís e ao Cruzeiro de Teixedelo. A panorâmica do Cruzeiro é fabulosa. Ao longe, para sul, ainda se vê a baía de Cedeira; para norte, as falésias escarpadas da Capelada, entre as mais altas da Europa, apenas ultrapassadas nalguns fiordes noruegueses.


Milladoiro dos Carrís e, ao fundo, a baía de Cedeira

Em baixo,o Cristo dos Carrís, Serra da Capelada
Litoral da Serra da Capelada, a norte de San Andrés de Teixido, uma das zonas mais selvagens da Galiza
Junto ao Cruzeiro de Teixedelo, uma placa lembra a memória do actor britânico Leslie Howard. Em 1 de Junho de 1943, um esquadrão da Luftwaffe derrubou o DC3 britânico em que o actor regressava de Lisboa ao Reino Unido, julgando que a bordo do mesmo seguia o primeiro ministro Winston Churchill. Os restos do avião e os corpos foram encontrados por pescadores nas encostas escarpadas e ventosas da Capelada. Tal como para Ashley Wilkes ... "E Tudo o Vento Levou", ali, para Leslie Howard...


Cruzeiro de Texedelo e placa erigida à memória de
Leslie Howard, que encontrou a morte nestas escarpadas
falésias em 1 de Junho de 1943
A estrada vai ganhando altitude. A mais de 600 metros sobre o mar, chegamos à Garita da Herveira. Antiga guarita de vigilância sobre o Atlântico, chegar ali, parar ali, é uma autêntica jóia para os sentidos, fazendo com que o silêncio se apodere de nós para formar parte da Natureza que se abre diante dos nossos olhos. E, nesse silêncio ... começo a ouvir o som de uma gaita de foles! Estaria a delirar? Teria sido levado por forças ocultas para o paraíso celta? Não! Não tardei a perceber que o som vinha de uma gaita real, tocada por um gaiteiro real, que se passeava por trás da Garita, sobre as falésias.

Garita de Herveira, no alto da serra da Capelada, sobre o mar. E de repente ouve-se o som da gaita galega...
Num intervalo da gaita, interpelei o gaiteiro. "Sou português, mas apaixonado pela Galiza e pelas tradições e música galegas", disse-lhe ... e oiço como resposta que a Galiza é Portugal! Aquele gaiteiro, naquele local, sobre as falésias abruptas e o mar imenso ... pareciam ter saído de um sonho! Mas, ao afastar-me, o som da gaita lá continuava, dizendo-me que o quadro era bem real.

Sobre a aldeia de Cariño e a ria de Ortigueira, 11.07.2017, 12h00
A jornada prosseguiu ao longo da serra da Capelada, até onde a terra termina, no Cabo Ortegal. Debruçada sobre Cariño e a ria de Ortugueira, sucedem-se as panorâmicas fabulosas de terra e de mar ... mar que, no Cabo Ortegal, se confunde entre Atlântico e Cantábrico.

Cabo Ortegal ... onde o Atlântico dá lugar ao Cantábrico ... onde terminam as terras ártabras...
O Cabo Ortegal constituía o limite das terras ártabras. Para leste estende-se a vasta ria de Ortigueira e, do lado de lá da mesma, a prolongada "estaca" que a terra lança de novo mar adentro. É a chamada Estaca de Bares, "espetada" para norte até ao ponto mais setentrional da Península Ibérica. Estando ali tão perto, fomos até àquele símbolo geográfico ... e não nos arrependemos.

Frente ao imenso oceano na Estaca de Bares, o ponto mais setentrional da Ibéria. I believe I can fly...
Quem me dera
ser gaivota...
O almoço foi no Porto de Bares. Dir-se-ia que  estávamos nas Caraíbas, ou nalgum outro paraíso tropical. Mas não, estávamos no extremo norte da Galiza, para cuja capital rumámos, a terminar esta peregrinação/digressão por terras ártabras. Antes das seis da tarde estávamos na Corunha.

Praia do Porto de Bares, 11.07.2017, 14h20 ...
... e já na Corunha, na célebre Avenida Marina, 21h05
Uma pequena volta à chegada à Corunha ficou marcada por um episódio digno de registo. Jantados e a dar uma volta na capital da Galiza, chega uma altura eu digo: "anda por esta rua" ... e, sem saber e sem dar por isso ... dou connosco na Igreja de Santiago. O Caminho faz parte de nós...

Igreja de Santiago, Corunha, 11.07.2017,
21h20 ... o Caminho faz parte de nós!
Se o Cabo Ortegal constitui o limite nordeste da Costa Ártabra, a Corunha limita-a a sudoeste. Hoje ... o dia foi dedicado à Corunha ... ou Brigantia ... a cidade de Breogán, personagem mítico, primeiro rei celta da Galiza ... "construtor" da Torre de Hércules ... ou Torre de Breogán.

A mítica Torre de Hércules (ou de Breogán), Corunha, 12.07.2017, 11h45
Panorâmica do alto da Torre de Hércules
12.07.2017, 15h55 - E o Sol iluminou os céus e o mar da Corunha
E nas "caminhadas" pela Corunha ... ainda percorremos sensivelmente 11 km os dois, mais entre 2 a 3 este peregrino dos caminhos e Caminhos. E, com eles, terminava esta digressão pelos confins do noroeste galego ... porque em cada Sonho há um Caminho. A Santo André de Teixido ... fun de vivo!

Caminho de San Andrés
(álbum completo)
Capelada / Bares / Coruña
(álbum completo)

1 comentário:

ZéBaleiras disse...

Com interesse.Parabéns pela vossa disponibilidade para mais uma "aventura"