terça-feira, 7 de outubro de 2014

Travessia do vale do Laboreiro e da Serra Amarela

3 dias em autonomia, de Castro Laboreiro aos baños de Rio Caldo

Quando em Abril passado parti à descoberta do Rio Laboreiro, logo surgiu  no  permanente  imaginário
Pitões das Júnias, 3 de Outubro de 2014, 19:20h
de "aventuras" uma ligação entre Castro Laboreiro e Pitões das Júnias, numa travessia completa do Parque Nacional da Peneda-Gerês e das serras que o constituem; quatro a cinco dias em autonomia seriam suficientes. Lançado o repto aos habituais amigos destes desafios mais intensos, rapidamente se veio a formar uma equipa de 7 elementos, embora 4 deles apenas para a ligação Castro Laboreiro - Lindoso, ao fim de semana ... uma vez que não pertencem ainda ao "clube" dos aposentados.
Até às vésperas da data escolhida, a previsão meteorológica fez contudo ponderar a necessidade de adiar o projecto; uma travessia desta natureza requer, naturalmente, alguma segurança em termos climáticos. Para o fim de semana - dias 4 e 5 - a previsão era razoável a boa; a partir de 2ª feira ... confiámos na nossa habitual boa relação com S. Pedro...J; mas a partir de 2ª feira a realidade viria a ser pior que a previsão, levando-nos a cancelar o troço Portela do Homem - Pitões.
Os dois sexagenários da equipa (claro que o autor destas linhas é um deles...) partiram de autocarro para Arcos de Valdevez, na véspera da "aventura", onde se reuniram ao terceiro elemento que faria a travessia completa. E, com o dia a terminar, deslocámo-nos para a sempre mágica aldeia de Pitões, onde o carro "dormiu" até à 3ª feira seguinte, aguardando pelo nosso regresso. Os restantes quatro elementos, vindos do Porto, juntaram-se a nós no Lindoso, já sábado de manhã, recorrendo todos aos serviços de transporte da "Casa dos Braganças", a bela casa de turismo rural de Tourém.

1) De Castro Laboreiro à Mistura das Águas (4/Out.)

Castro Laboreiro, 4.10.2014, 9:15h - Começava a
grande travessia Castro Laboreiro - Pitões das Júnias
Pouco depois das nove da manhã estávamos assim a partir de Castro Laboreiro, para aquela que seria a grande travessia do Parque Nacional! Cruzado o Rio Laboreiro, logo à partida, pela Ponte Velha, o primeiro quilómetro e meio foi pela estrada que conduz ao planalto, para logo dela sair pelos velhos caminhos que conduzem às aldeias de Varziela, Bico e Curveira. A imponente Pena de Anamão, a nascente, e o morro do Castelo Castrejo dominavam a paisagem, numa manhã nublada mas segura. Próximo de Curveira, a conhecida rocha do Bico do Patelo parecia querer vigiar o nosso destino.

Ponte Velha, Castro Laboreiro, sobre o Rio Laboreiro
Ao fundo a Pena de Anamão, no planalto Castrejo
Castro Laboreiro à direita, com o seu Castelo à esquerda
E aí vamos nós por montes, vales e bosques, atravessando catedrais verdes...
Seis dos sete "magníficos", próximo de Curveira, com o Bico do Patelo em fundo
Voltámos a cruzar o Rio Laboreiro na chamada Ponte Nova, ou Ponte da Cava da Velha (também chamada da Cavada Velha). Para dois dos membros da equipa (nos quais me incluo), voltar a esta ponte foi recordar o terceiro dia do "Caminho da Aventura" ... a caminho de Santiago de Compostela...
Junto à Ponte da Cava da Velha ... onde houve dois corajosos a mergulhar nas águas gélidas do Laboreiro!
Descendo o vale, a jornada prosseguiu pelos campos da aldeia abandonada de Pontes, regados pelo Aqueduto de Pontes, mandado construir nos anos 40 do século XX pelo Padre Manuel Joaquim Rodrigues, natural da aldeia e pároco em Castro Laboreiro. A água era captada numa presa (ou pântano, na terminologia local), situada junto à ponte de Dorna.

Aqueduto e Cruzeiro, na aldeia
abandonada de Pontes
Cruzámos uma vez mais o Laboreiro, entre Mareco e Ameixoeira
Foi junto a esta ponte que o meu Duster descansou, em Abril passado, quando com a minha arraiana partimos à descoberta do Rio Laboreiro. Ao longo da margem esquerda, entrávamos pouco depois em terras galegas, em progressão dificultada pela muita vegetação ribeirinha.

Progressão nem sempre fácil, ao longo da margem galega do Rio Laboreiro
O almoço foi no belo cenário das cascatas junto à Casa do Frade, um velho moinho de água restaurado quando da marcação do PR128, do Concelho galego de Entrimo, a "Ruta do Pan".

Junto à Casa do Frade: enquanto uns almoçam nas
rochas ... outros almoçam dentro de água... J
Junto ao cenário idílico das cascatas do Laboreiro, na Casa do Frade
Da Casa do Frade subimos a encosta norte do Monte do Quinxo, passando muito próximo do percurso seguido no "Caminho da Aventura" ... para voltar a descer para o vale do Laboreiro. Às três e meia da tarde estávamos frente à aldeia portuguesa de Ribeiro de Baixo e à "ponte internacional" que a liga aos seus terrenos de cultivo, na margem galega. Ao delinear o projecto desta travessia, esta era a zona prevista para terminar a primeira etapa, mas ainda era cedo, o dia estava bom ... e havia que ganhar tempo à chegada da chuva ... pelo que a jornada continuou ao longo do vale!

Vale do Laboreiro, com o Monte Quinxo à esquerda e a Serra da Peneda à direita

Admirando as cascatas do Laboreiro,     
da encosta do Monte Quinxo     
Vale do Laboreiro, com a aldeia de Ribeiro de Baixo à direita, do lado português, e a sua "ponte internacional"
De Ribeiro de Baixo para sul entrámos no autêntico "bosque dos druidas" que já tinha atravessado em Abril, por entre frondosos carvalhos, azevinheiros e castanheiros e sempre com o cantar das águas do Laboreiro a acompanhar-nos. Uma pequena pausa no já conhecido miradouro de madeira ofereceu-nos uma bela perspectiva do vale e das "pozas", as piscinas naturais formadas pelas múltiplas cascatas onde o Laboreiro se precipita em sucessivos degraus graníticos.

Continuamos para sul, ao longo do vale do Laboreiro
As "pozas" do
Laboreiro
No "bosque dos druidas"...
Primeira "base" de autonomia, na margem esquerda (galega) do Rio Laboreiro
Às cinco da tarde, com 18 km percorridos, demos por terminada a primeira etapa da travessia Castro Laboreiro - Pitões. Com a higiene possível no Rio Laboreiro e o "cerimonial" de um pequeno fogo de campo para o jantar frugal (onde não faltaram bons tintos do Dão e da Beira Interior) ... o dia declinou.

A higiene possível...
Preparando a janta...J


A Lua estava bela e límpida, as constelações distinguiam-se ... e dos carvalhos caíam por vezes autênticas "balas" sobre o pano das tendas. Próximo, alguns "companheiros" de raça cachena preparavam-se também para descansar as mais de 10 horas de escuridão ... e lá adormecemos, não sem uma pequena tertúlia acerca de lobos, premonições e outras divagações...

2) Da Mistura das Águas ao Rebordo Feio (5/Out.)

Depois de uma noite serena, íamos começar a segunda etapa...
Domingo, 5 de Outubro, o dia acordou limpo e soalheiro! Precisamente um ano antes ... quatro dos sete elementos da actual equipa tinham deixado a bandeira da República no cume da Nevosa, o ponto mais alto do Gerês e de todo o norte de Portugal...
A jornada começou antes das nove. Depois de mais um pequeno troço através do bosque onde havíamos passado a noite, sabíamos que tínhamos à frente a zona mais problemática do percurso: a travessia do Rio Peneda, afluente do Laboreiro, no ponto a que precisamente se chama a Mistura das Águas.

Aproximamo-nos da margem do Rio Laboreiro ...
Regressamos a Portugal ...
... mas do lado português não há trilho... 
Cruzado o Laboreiro pela ponte de madeira ali construída pela Xunta de Galicia, entrámos em Portugal ... e levámos o melhor de hora e meia para percorrer 700 metros! A margem direita do rio, escarpada e com bastante vegetação, e, principalmente, a travessia do Rio Peneda ... transformaram aqueles momentos numa verdadeira pequena "aventura"...J!

"Por algum lado há-de dar..."...J
E agora? Há que atravessar o Rio Peneda...
É dura a vida de um Caminheiro...
Mas atravessado o rio ... há quem decida ir ao banho!
O verdadeiro Homo aquaticus ... J
E ultrapassado o Rio Peneda ...
... há que subir para o trilho!
Ultrapassada a Mistura das Águas, havia ainda que subir para o trilho que, vindo da aldeia de Tibo, conduz à Várzea e ao Lindoso. A panorâmica, essa, continuava a ser espectacular, pese embora o facto de a albufeira do Lindoso se encontrar bastante baixa, em claro contraste com o que havia visto em Abril passado.
Vale do Rio Peneda
Ao longo da margem direita do Laboreiro ...
... por novas catedrais verdes
Aldeia de Várzea e vale do Laboreiro
Pouco antes da uma da tarde e com 9 km percorridos, estávamos a atravessar o Rio Lima na Barragem do Lindoso. Meia hora depois ... estávamos junto ao carro dos 4 companheiros que apenas tinham disponibilidade para o fim de semana. Estava completada a ligação Castro Laboreiro - Lindoso, num total de sensivelmente 28 km de quase permanente acompanhamento do Rio Laboreiro!

Barragem do Alto Lindoso, 5 de Outubro de 2014, 12:50h - As descargas até provocam um bonito arco-íris
Viemos lá dos Montes... (ao fundo a aldeia galega de Olelas)
... e chegámos ao Lindoso
O Café Vilarinho, no Lindoso, foi o ponto de paragem para um almoço ainda conjunto, no início de uma tarde que se adivinhava quente ... dando-nos alguma esperança de que a chuva prevista tivesse sido desviada para outras paragens...! Feitas as despedidas, vimos com pena a equipa reduzir-se a três elementos ... que tinham agora pela frente a subida da Serra Amarela, dos pouco mais de 400 metros de altitude do Lindoso aos quase 1100 metros do Rebordo Feio, onde tencionávamos pernoitar.

Já reduzidos a 3 elementos, começamos a subir a Serra Amarela
Casa florestal de Porto Chão
Em alternativa ao estradão que sobe às antenas da Louriça, optámos naturalmente por velhos trilhos que sobem a serra por entre frondosas manchas florestais, com espectaculares panorâmicas para a Serra da Peneda, o vale do Lima e as muitas aldeias nas encostas e no vale.

Panorâmica sobre o vale do Lima, para poente ...
A caminho do Curral da Travanquinha
"Forno" da Travanquinha, sobre o vale do Lima
... onde alguém me queria degolar
E continuamos a subir, com a Serra da Peneda em pano de fundo
Pouco depois das cinco da tarde estávamos na Cabana do Rebordo Feio, que havia conhecido também em Abril passado, quando da também espectacular autonomia na Serra Amarela. E nela nos instalámos os três ... no que se pode considerar uma autêntica cabana de luxo!

Chegamos à Cabana de Rebordo Feio, com um olhar sobre a serra e o vale do Lima ... e vontade de voar como as aves!
Aos quase 1100 metros de altitude, a temperatura era bem mais baixa que na véspera. Mas a nossa estadia no Rebordo Feio teve histórias e estórias...J. Tínhamos lareira, tínhamos lenha, um dos três tinha fósforos ... mas estes não queriam acender, a lixa da caixa estava danificada. Ao fim de muitas tentativas, lá se conseguiu finalmente acender um fogo aconchegador, que acompanhou o frugal jantar, à base de liofilizados e conservas. Enquanto jantávamos, o previdente dono dos fósforos colocou a caixa na pedra da lareira, a ver se a lixa ficava mais seca, permitindo-nos utilizar os fósforos na(s) noite(s) seguinte(s). Ora, à luz suave do frontal, o autor destas linhas pareceu ver ali o papel envolvente de uma caixa de conservas ... e sem qualquer hesitação atirou-o para o lume...! Escusado será dizer que se seguiu uma pequena "explosão" ... e que ficámos sem fósforos para os dias seguintes...J

As nossas
instalações na cabana de Rebordo Feio
...
Outra estória: pretendendo perpetuar em foto a nossa estadia na cabana, dois dos três ocupantes ficaram perfeitamente registados, mas quando este vosso contador de narrativas os acompanhava ... a foto adquiria um aspecto esbranquiçado, leitoso, completamente estranho e inexplicável.
Três ou quatro tentativas resultaram sempre nessa estranha "luz" ambiente. Viverá alguma estranha alma fantasmagórica comigo?...J


Dois dos três "habitantes" da cabana ficam bem na foto ...
... mas o outro parece dar um ar esbranquiçado ao ambiente!
O melhor é mesmo ir para a cama ... apesar de serem oito horas!...

3) Do Rebordo Feio aos baños de Rio Caldo (6/Out.)

E a noite no Rebordo Feio passou-se. Uma saída nocturna por necessidade fisiológica mostrou-me um céu sem estrelas, mas uma noite amena acalentava a esperança no adiamento da chuva que as previsões haviam indicado. Por volta das seis da manhã (menos de uma hora depois começaria a clarear), apercebendo-me de movimentos dos meus companheiros de "quarto", perguntei: "Estão acordados?". Resposta: "Passámos a estar! "...J. E, acordados ... verificámos que caía uma chuva miudinha ... e que tudo à nossa volta estava envolto em espesso nevoeiro!

Rebordo Feio, 6 de Outubro, 7:35h ... e o dia acordou bem diferente dos anteriores!
Pouco passava assim das sete e meia de uma manhã chuvosa quando deixámos a cabana ... com pena de a não podermos transportar para aquele que viesse a ser o nosso próximo destino...! Pelo estradão, subimos até à base da Louriça, desviando então para leste pelo trilho do Sonhe, rumo ao Ramisquedo. Por alguns instantes, o Sol quis abrir por entre as nuvens negras, permitindo uma autêntica visão mágica do vale do rio Cabril e dos três maciços graníticos que parecem as suas guardas avançadas: Cruz do Touro (ou Eiras), Entre Esteiros e Ruivas.

Ao
longo do Sonhe, rumo ao Ramisquedo
As três guardiãs do vale do Cabril ... quando o Sol parece querer mostrar-nos o dealbar de um novo dia!
Curral do Ramisquedo ... envolto em brumas e mistérios...
No Ramisquedo ... a chuva e o nevoeiro voltaram. A magia daquele local, onde já estive por diversas vezes, parecia agora ainda maior. Mas claro que a progressão naquelas condições torna-se mais lenta. Em vez de seguir pela face noroeste das Ruivas, virada ao Rio Cabril, onde a encosta rochosa estaria perigosamente escorregadia, optámos por contornar os três maciços a sudeste, pelo Corisco e o início da Corga da Ribeira do Altar.

A leste das Ruivas ... no reino do granito ... "perdidos" no nevoeiro...
Um encontro imediato...
Neste troço, entre a rocha e a vegetação ... tivemos um "encontro imediato": pareceu-nos tratar-se de víbora cornuda, mas a rápida fuga com que a mesma se refugiou não permitiu uma identificação segura.
E assim, com 8 quilómetros percorridos, às onze horas estávamos no velho estradão inacabado da encosta sul da Serra Amarela. Lá em baixo, aos nossos pés, estaria a albufeira de Vilarinho das Furnas ... mas completamente perdida no nevoeiro e na chuva persistente.
Os quase 5 km que nos separavam da Portela do Homem fizemo-los já a bom ritmo. Para leste, para os lados do vale do Alto Homem ... as nuvens eram mais escuras ainda, os céus pareciam ameaçar desabar. Por SMS, uma das companheiras que na véspera tinha regressado a casa ... informou-nos que a previsão meteorológica para a zona tinha piorado, havendo agora previsão de chuva e trovoadas para toda a 2ª e 3ª feiras...

No nunca acabado estradão da encosta sul da Serra Amarela
Descida para a Portela do Homem
Portela do Homem, 6.Out.2014, 12:20h ... o momento da difícil decisão
E a difícil decisão só podia ser a de cancelar o resto da travessia, face às condições meteorológicas completamente adversas. Por estranha coincidência e ironia do destino, 8 anos antes, exactamente no
Outeiro do Grosal, 6.Out.2006
São 5 da manhã na noite do Gerês...
Fonte Fria, 6.Out.2006
Fragas envoltas em mistério...
mesmo dia 6 de Outubro (de 2006) ... a chuva e nevoeiro levaram-me a abortar uma travessia a solo de Pitões das Júnias à Portela do Homem. Numa madrugada escura e chuvosa, também houve, tal como agora, que tomar opções: ou continuar, correndo o risco de nos vermos no meio de um temporal de chuva, sem poder apreciar e viver as panorâmicas da serra ... ou descer prudentemente o vale do Rio Caldo, no Xurés galego. Foi esta segunda opção que tomámos; tal como há 8 anos ... a última coisa que alguma vez desejaria era vir a ser notícia, como "turista" resgatado no Gerês...! Decididamente ... os dias 6 de Outubro não dão para atravessar o Gerês...J

No Xurés galego, o nevoeiro e a chuva persistem, apesar de já estarmos a menos de 600 metros de altitude
Pela Via Nova - relembrando o segundo dia do "Caminho da Aventura" - descemos o vale do Rio Caldo ... e claro que preparando-nos logo para um mergulho nos baños quentes da nascente termal. Mas, antes, ainda fizemos um ligeiro desvio para a sempre imponente cascata da Corga da Fecha.

Cascata da Corga da Fecha
Passavam vinte minutos das duas da tarde, quando chegámos aos Baños de Río Caldo. Tínhamos feito sensivelmente 20 km desde o Rebordo Feio ... cerca de 16 a 18 deles à chuva e nevoeiro. E foi debaixo de chuva miudinha ... que mergulhámos nas águas quentes daquelas "milagrosas" nascentes termais! Não foi o final desejado ... mas foi um final bem apreciado...!

Puro relax ... para uma
cura de todos os males...J
Dos banhos quentes de Lobios, regressaríamos a Pitões ... "resgatados" no táxi da "Casa dos Braganças". A nossa "aventura" estava a terminar. Não cumprimos o objectivo de ligar Castro Laboreiro a Pitões das Júnias, mas percorremos 54 km de vales, serras e belas paisagens, da vila castreja aos baños. Em 3 dias, percorremos 2 países, 3 distritos (Viana do Castelo, Braga e Ourense) e 6 concelhos (Melgaço, Arcos de Valdevez, Entrimo, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Lobios); palmilhámos as Serras da Peneda, do Quinxo e Amarela; descemos o vale do rio Laboreiro, uma pequena parte do Lima e o Rio Caldo.
Naturalmente que foi, apesar da alteração de planos ... uma extraordinária e memorável "aventura".

Autonomia Castro Laboreiro - Lindoso - Lobios
(álbum completo)
Pitões das Júnias, 7 de Outubro, 9:10h - O dia acorda igualmente carregado de nuvens de chuva, mostrando-nos que havíamos tomado a decisão acertada!
De regresso aos Arcos de Valdevez ... houve ainda tempo para uma "visita turística" ao Soajo, Mezio e Arcos ... guiada pelo nosso "irmão" arquense. Os outros dois "aventureiros" regressaram de autocarro a Lisboa ... e até essa viagem teve mais uma "aventura": debaixo de chuva diluviana, o limpa pára-brisas do autocarro avariou, obrigando-nos a uma deslocação adicional, mudança de autocarro ... e uma hora de atraso à chegada à capital!

7 comentários:

Serafim disse...

Fiquei sem palavras simplesmente maravilhado com o que li e vi.
Sonhei acordado com a reportagem, fantástico.
Abraço caminheiro
Serafim (pisatrilhos)

José Carlos Callixto disse...

E as suas palavras, caro Serafim, deixam-me a mim sem elas. Sabe bem saber que se faz alguém sonhar acordado, para mais sendo alguém ... que também pisa trilhos.
Fui ver o seu blog, que não conhecia, despertou-me a atenção, para já, o trilho de Padrendo ... já que segui parte dele no meu Caminho de Santiago.
Saudações montanheiras!

Carlos Araujo disse...

Infelizmente parece que as previsões do tempo, sobre as quais trocamos umas palavras à saida do Lindoso, se concretizaram. Mas de certeza que haverá outra oportunidade!
Abraço
Carlos Araujo
montanhaescalada.com

sui generis disse...

BRUTAL!!! Espero um dia ter a oportunidade de fazer algo semelhante pelo Geres!

Vou este fim de semana ao rebordo feio... a minha duvida é: a cabana do rebordo feio e o prado onde dormiram da ultima vez (autonomia amarela) estao proximos um do outro? Envolve alguma caminhada de maior?

um abraço.

José Carlos Callixto disse...

Caro sui generis: da cabana de Rebordo Feio ao prado debruçado para a panorâmica do vale do Lima é próximo, à volta de uns 500 metros.

Saudações montanheiras.

sui generis disse...

Obrigado! e parabéns pelo site e pelas caminhadas! costumo seguir mas nao participar. :)

Também costumo organizar umas caminhadas interessantes que pode seguir em www.teamanel.blogspot.com

Essencialmente no PNPG.
Falta atualizar o site com os Picos da Europa (que foi espetacular!).

um abraço! boas caminhadas!

Leonor Martins disse...

Adorei a sua viagem!
Inesquecível...