domingo, 26 de outubro de 2014

De regresso ao Além Tejo...

Serra de Ossa, 25.10, 9:50h - De regresso ... ao Além Tejo...
Antigo Convento de S. Paulo
Em terras da Serra de Ossa

Em 29 e 30 de Março último, andarilhámos pela raia alentejana, em terras do Pulo do Lobo e Minas de S. Domingos ... numa actividade que, como então descrito ... teve um acidente de percurso. Logo nessa altura, ficou no imaginário dos organizadores e dos participantes ... um regresso ao Além Tejo, desta vez às terras da Serra de Ossa e da cidade de Évora.
E assim foi: reunidos quase 30 "exploradores" às portas de Évora, deslocámo-nos para a Serra, mais concretamente para as imediações do Hotel Convento de S. Paulo, onde começávamos a caminhada. Erguido em 1182 por eremitas desejosos de oração e bem-estar, a meia encosta da Serra d’Ossa, entre Estremoz e Redondo, o Convento de São Paulo terá acolhido, ao longo dos séculos, importantes figuras como D. Sebastião, D. João IV e D. Catarina de Bragança.


    Começamos a subida da Serra ...
... com Évora Monte no horizonte
Alto de S. Gens,
Cume da Serra de Ossa (653m alt.)
Do vértice de S. Gens, onde se terá situado um povoado pré e proto histórico, seguimos para norte, descendo a cumeada do Outeiro da Cerca, para o vale da Ribeira do Castelo e o Monte da Azenha.

Descida da cumeada do Outeiro da Cerca
Travessia da Ribeira do Castelo
A caminho do Monte da Azenha
... e do local do almoço!
Não é todos os dias que se almoça com estes verdes... (Foto: Carlos Teixeira)
Após o almoço, subimos ao Monte da Igreja do Canal - infelizmente abandonada e em ruínas - para depois entrarmos em frondoso e magnífico sobreiral, ao longo do vale da Ribeira da Água Santa, e, já para sul, rumo às Cortes e ao geodésico da Pia do Lobo.

Igreja do Canal ... em ruínas
Na terra dos cogumelos...
Ao longo do sobreiral da Água Santa
Depois, a caminho da Pia do Lobo, já grassa o eucalipto...
De novo à vista das antenas do alto de S. Gens, descemos para a estrada Redondo - Estremoz, vindos agora de poente. Ainda quase 200 metros de altitude abaixo de nós ... lá estava de novo o velho/novo Convento de S. Paulo, onde tínhamos começado e onde iríamos terminar este belo percurso serrano.

Foto de grupo, à vista do Hotel Convento de S. Paulo
O percurso, circular, totalizou 22 km. Há já algum tempo que a minha "pequena arraiana" não ultrapassava as duas dezenas de quilómetros, pelo que esta jornada pela Serra de Ossa teve também para nós esse bom sabor.
Estava terminada a primeira
caminhada em terras do Além Tejo
E, uma vez regressados a Évora, o jantar e noite estavam reservados para o espaço dos antigos celeiros da EPAC, Sede do Grupo de Cantares de Évora. Para mim e para a minha "pequena", foi um regresso ao local onde, há quase 5 anos, festejámos com a nossa "família" Gaspar Correia o 25º Aniversário do Grupo. Tal como nessa altura ... voltou a ser fabuloso!



Seguindo a água da Prata...

Domingo, segundo dia ... segunda caminhada. Necessariamente mais curta e mais às portas de Évora, percorremos os trilhos ligados ao Aqueduto de Évora, o Aqueduto da Água da Prata, obra de engenharia hidráulica renascentista com o objectivo de abastecer a cidade de Évora com água. Inaugurado em 1537, foi edificado no reinado de D. João III e projectado e construído pelo arquitecto régio Francisco de Arruda.

26.Out., 9:40h - Vai começar o trilho da Água da Prata, Évora
O nome do aqueduto está ligado às águas cristalinas e puras da Fonte da Prata, onde inicia ... apesar de por vezes se remontar o dito nome à sua onerosa construção (terá custado muitas pratas).
O percurso escolhido iniciou-se na Quinta dos Pelados, entre Évora e a auto-estrada A6, começando a seguir o aqueduto junto às nascentes de Metrogos.

O percurso é de rara beleza, atravessando zonas de belo sobreiral e encontrando-se nesta altura, quase em cada recanto, miríades de cogumelos "gigantes" ... belos "tartulhos", como se designam nas "minhas" terras da raia Sabugalense.
Por entre os cogumelos, o verde e a água da prata, com os campos do Além Tejo no horizonte
Sobre a Ribeira do Pombal, a "água da prata" segue em "cano alto", como se chama esse troço do aqueduto, sempre entre frondosa vegetação, a proteger-nos do Sol do verão tardio que entrou no Outono.

"Verdes são os campos"...
Quinta do Manizola
(Foto: Luís Peixoto)
E o grupo terminou este belo percurso na freguesia do Bacelo, às portas de Évora, onde previamente havíamos deixado os carros.
E para terminar este espectacular fim de semana de regresso ao Além Tejo ... nada melhor que um belo ensopado de borrego, na Cozinha de Santo Humberto...J

Não poderia haver melhor
final da actividade...J

1 comentário:

Ana Bento disse...

Mais uma vez, belos percursos, excelentes fotos e descrições a condizer :-). Parabéns!