terça-feira, 1 de setembro de 2026

✨👣 Caminho da Geira e dos Arrieiros (1) 🚶🚶‍♂️🍀💫

              Ou quando o ω regressa ao α...

Aos 60 anos e depois de uma Vida "por fragas e pragas" - desenhada nos instantâneos de ar livre que fui relatando nestas minhas memórias - despertou em mim uma nova vertente: os caminhos de peregrinação. Se em 2013 percorri os Caminhos de Fátima, 2014 marcaria o meu verdadeiro baptismo jacobeu: o meu primeiro Caminho de Santiago. A motivação era simples: Ir!... Aliar o misticismo do Caminho
À partida de Braga, há 12 anos, 05.07.2014
à minha paixão pelos grandes espaços. Sem saber ao certo quem sou ou o que busco... percebi logo que não se tratava de uma caminhada como as outras. Éramos quatro. Mais tarde viríamos a chamar àquele primeiro Caminho o "Caminho da Aventura". Baseei-me em mapas, baseei-me em registos históricos que encontrei sobre rotas de peregrinação a atravessar o Gerês, a descer aos vales do Minho e do Avia, rumo a Santiago. E... foi uma aventura! Sem setas, sem albergues, valendo-nos apenas das escassas pistas sobre um traçado que se chamaria Caminho Minhoto-Ribeiro.
Doze anos se escoaram entretanto. E nestes 12 anos... percorri sensivelmente 5000 km em 17 Caminhos de Santiago e de Fátima, além do Caminho de Assis... nos passos de Francisco e Clara de Assis. O Caminho "da Aventura" de há 12 anos transformava-se gradualmente numa busca interior. A semente de uma espiritualidade viva germinou e passou a revelar-se-me no dia a dia dos Caminhos: no recorte das montanhas, no recolhimento dos vales, na espuma branca das vagas, na sinfonia dos pássaros, no murmúrio do vento a embalar as folhas. E em 12 anos... fui vendo renascer a história: as velhas rotas de peregrinação de Braga a Santiago de Compostela foram sendo resgatadas do esquecimento por entidades e associações apostadas em devolver a vida a estes caminhos ancestrais.
E assim, 12 anos depois da "aventura, dois "manos" partiam de Braga para cruzar o Cávado e seguir... rumo a Santiago
A 29 de agosto - dois dias depois de completar 73 anos - parti bem cedo com o Zé Messias para Braga, dando desde logo início ao nosso Caminho da Geira e dos Arrieiros, como em 2019 foi certificada esta rota pelo Cabido da Catedral de Santiago. A designação 'Caminho Minhoto-Ribeiro' continua a existir, tendo inclusivamente dado origem à existência de duas associações distintas, numa evolução infelizmente nem sempre muito pacífica. O site debragaasantiago.com retrata muito bem o historial dos trabalhos - e das 'faíscas' - que levaram à certificação do Caminho da Geira e dos Arrieiros. Ao longo do nosso percurso, contudo, muitos foram os locais em que vimos placas a sinalizar o Camiño Miñoto Ribeiro... muitas vezes completamente fora do percurso que a própria associação de municípios pretende homologar... outras vezes alterando ou destruindo a sinalização da Geira e dos Arrieiros.
De Braga às terras altas do Gerês...
À partida, em Braga, esteve connosco um dos "pais" deste Caminho. O Henrique Malheiro é um dos nomes incontornáveis na promoção e divulgação do Caminho da Geira e dos Arrieiros. Tendo-nos conhecido pessoalmente, há uns anos, não quis deixar de nos desejar Bom Caminho, junto à Sé Catedral. Eram sensivelmente onze e meia da manhã quando partimos, atravessando Dume, o rio Cávado na Ponte do Bico, Rendufe e Caldelas... tal como há 12 anos.
Mosteiro e calçada de Rendufe,
29.08.2026, 15h15
Mas há 12 anos não havia setas amarelas, não havia albergues, não havia um Caminho estruturado. Por isso a primeira etapa foi maior; fomos dormir aos Bombeiros de Terras de Bouro, lá no fundo do vale do rio Homem. Agora, a realidade é outra. Outro dos grandes "pesos-pesados" na promoção do CGA é o alberguista do Albergue de Santiago de Caldelas. O José Almeida, figura bem conhecida ao longo de toda a rota, carimbou-nos as Credenciais com dois dos selos mais bonitos de quantos conhecemos! Seria, contudo, a primeira de muitas noites... sem a companhia de outros peregrinos.
Com o José Almeida,
no Albergue de Santiago de Caldelas, no final da primeira etapa.
E no domingo, 30 de agosto, saímos de Caldelas ainda não eram sete horas de uma manhã mágica...
Quase completamente desconhecido há 12 anos, o Caminho da Geira e dos Arrieiros é hoje percorrido por algumas centenas de peregrinos por ano. Soubemos sempre de outros caminhantes na mesma rota, como o espanhol Javier, dois dias à nossa frente, ou o casal belga Marijke e Albert, que começara quatro dias antes, mas que, a um ritmo mais pausado, viemos a conhecer na penúltima etapa, em Couso, Pontevea... e no dia seguinte em Santiago, na Oficina do Peregrino!
Passagem pelas ruínas da Antiga Fábrica de Real, embora a denominação seja incorreta, tratando-se na verdade de uma antiga casa agrícola cujo proprietário fez fortuna no Brasil no final do séc. XIX
Continuação de uma manhã mágica, por Paranhos e Santa Cruz, com o vale do Homem ao fundo
Justificando a designação adoptada para este Caminho, cedo começámos a encontrar os conjuntos de marcos miliários romanos que assinalavam a Geira, a via que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta - Braga a Astorga - e que acompanharíamos até ao dia seguinte, já em terras galegas.
Ao longo da Geira romana, 30.08.2026, 10h00 - E não estamos sós...
Pelo meio de um sonho, rumo a Covide... e ao meu amado Gerês
Uma pausa para hidratação e repouso...
Covide, 15h00 -
À vista do Campo do Gerês, 16h05 - Estávamos quase a terminar a segunda etapa do CGA
Antes das cinco da tarde estávamos a passar junto à Pousada de Juventude de Vilarinho das Furnas. Impossível não recuar no tempo e recordar as viagens com os grupos de alunos nos anos 80 e 90... quando o ensino era Ensino! Teríamos podido pernoitar ali, mas haviam-me recomendado a GerêsTer, um complexo de turismo rural composto por cinco casas rústicas e a Adega da Geira, na aldeia de S. João do Campo (Campo do Gerês). A Dª Mariana, proprietária, supostamente proporciona um fantástico jantar peregrino a preço peregrino (13€)... mas o "fantástico" jantar baseou-se em duas minúsculas formas de carne picada...; o pequeno-almoço, levado de véspera ao quarto numa cesta, ainda assim foi a componente menos má. Nas instalações que nos atribuíram, praticamente só as roupas de cama primavam pela limpeza - valha-nos isso - mas o mais chocante foi ainda a total ausência de hospitalidade: ao entrar na Adega onde já estávamos... a dita Dª Mariana nem uma palavra nos dirigiu! Estranha forma de acolher quem chega, seja peregrino ou simples visitante. Pelo valor cobrado, ganha sem esforço o troféu de pior acolhimento deste Caminho da Geira e dos Arrieiros.
E no dia seguinte - último dia de agosto - estávamos junto à albufeira de Vilarinho das Furnas
Vilarinho das Furnas, o rio Homem, a Mata de Albergaria, a Portela do Homem, hão-de ser sempre terras a que me sinto pertencer. Quantas e quantas vezes percorri aquele estradão, guiando alunos que, na sua maioria, nunca tinham tido verdadeiro contacto com a Natureza e o ar livre! Naquela manhã de sonho, o jogo da luz e das cores resgatou essas memórias e transportou-me para um Mundo de profunda tranquilidade — um refúgio abençoado, tão distante do sobressalto em que o mundo hoje vive.
Sob a copa secular da Albergaria, o rio Homem rasga a serra, num santuário de luz, silêncio e memórias... 
Da Portela do Homem a Castro Laboreiro, pelas terras da Baixa Limia e do "planalto lunar"...
Pouco depois das nove da manhã estávamos na Portela do Homem... a fronteira que une mais do que divide, a linha que marca apenas a cumeada onde o Gerês passa a ser Xurés... e onde provisoriamente íamos entrar em terras galegas. Continuamos a acompanhar a Geira romana. Entre as milhas XXXV e XXXVI conservam-se os restos da mutatio de As Mouruás, onde se realizava a mudança de cavalos e a assistência logística. A sinalização do Caminho Geira / Arrieiros é que, naquele troço, deixa bastante a desejar, em contraste com o que vimos até à fronteira.
Portela do Homem, 31.08.2026, 09h50 - Entrávamos na Galiza... por pouco mais de 24 horas...
Nas ruínas da mutatio romana de As Mouruás, 10h15
Descendo o curso do Rio Caldo, chegamos a Os Baños... esses mesmos, os banhos quentes de Lobios
O Rio Caldo, afluente do Lima, nasce nas imediações da Portela do Homem. Várias nascentes termais concentram-se nos famosos e sempre concorridos baños quentes, próximo de Bubaces, onde as águas chegam aos 66ºC.
Em diversas "aventuras" da minha "segunda adolescência" (anos de 2011 a 2016), ali acabei algumas autonomias e travessias de "longo curso", inclusive com o Zé Messias, vindos das alturas dos Carris ou das Sombras. Obviamente, desta vez não foi exceção: fizemo-nos à água para um banho retemperador... e para o primeiro pulpo deste nosso Caminho.
Os Baños foi o primeiro local onde nos afastámos do percurso seguido no "Caminho da Aventura" de há 12 anos. Nessa altura, depois de uma noite na Pensão "As Termas", alguns dados históricos a que as minhas pesquisas tinham conduzido guiaram-nos para ocidente, por Padrendo e Manín, cruzando o Lima próximo de Aceredo. O traçado do CGA que viria a ser homologado dirige-se contudo a Lobios e atravessa o Lima entre Fondevila e Feira Vella, onde um singelo Hotel Barcelona foi a nossa guarida na terceira etapa deste périplo... mas não sem que, antes, parássemos no "meu" velho Hotel Lusitano, em Lobios — pousada de tantas memórias, onde já pernoitei a dois, a quatro... e a liderar dezenas de caminheiros!
Lobios, 31.08.2026, 17h00 - O "meu" velho Hotel Lusitano. O João, funcionário... reconheceu-me logo 😁
Feira Vella é um pequeno povoado antes de Entrimo ... onde no Café-Bar Plaza jantámos uma das melhores pizzas de que há memória. E no dia seguinte o pequeno almoço não lhe ficou atrás, no La Entrimeña, pouco antes da imponente Igreja de Santa María A Real de Entrimo.
O Despertar dos Mágicos do 1º dia de Setembro, junto à Igreja de Santa María A Real de Entrimo
E ainda de Entrimo... com a Serra Amarela ao fundo!
Em Entrimo voltámos a estar no percurso de 2014... e tal como há 12 anos resolvemos descer ao vale do rio Agro, para subir à aldeia de Bouzadrago... cujo orago é Santiago. Toda a comarca de Lobios e Entrimo está ligada ao culto jacobeu. Entre os vales da Baixa Limia e as passagens de montanha rumo a Castro Laboreiro e ao vale do Minho, estas vias não eram apenas caminhos de peregrinação, mas as grandes rotas dos arrieiros - transportadores de vinho e mercadorias entre o Ribeiro, a Galiza interior e o Norte de Portugal. O culto a Santiago — protector dos caminhantes, peregrinos e viajantes — era uma garantia de bênção para quem enfrentava as duras e perigosas travessias serranas.
Bifurcação do caminho para Bouzadrago (em cima, para a esquerda) e ponte medieval sobre o rio Agro
É por caminhos mágicos que se entra em Bouzadrago...
Capela de Santiago de Bouzadrago, 01.09.2026, 10h20
Das serranias de Bouzadrago vêem-se as cristas do Gerês / Xurés e percebe-se o vale da Baixa Limia
A aldeia de Bouzadrago já em 2014 me tinha atraído, sabendo da existência de uma pequena e singela Capela dedicada ao Santo. Tal como muitas das ermidas nas serranias da Raia, foi erguida pela devoção comunitária dos aldeões, servindo tanto para o culto diário da população como para assinalar a passagem e proteção dos viajantes que cruzavam as serras. Tudo tentei para visitar a Capela... mas talvez Santiago queira que eu vá ainda uma terceira vez a Bouzadrago. Nenhuma das três ou quatro pessoas com quem falámos na aldeia tinha a chave. Quem talvez a tivesse andava na lavoura... e nem um aldeão de 96 anos me conseguiu dar a preciosa informação. Soube apenas que a Capela acolhe uma imagem de Santiago — tradicionalmente representado na iconografia de Santiago Peregrino (com o bordão, a vieira e a cabaça) — venerada sobretudo por ocasião das festividades estivais.
Se alguma vez voltar a Bouzadrago... espero que o simpático aldeão ainda lá esteja... 
E pela fonte e lavadouro, deixamos Bouzadrago seguir o seu Tempo...
À saída de Bouzadrago, tínhamos agora à nossa frente o "planalto lunar" que nos havia de conduzir à fronteira da Ameixoeira e a Castro Laboreiro, com o vale do rio Laboreiro a poente. A expressão "planalto lunar" descreve perfeitamente o impacto visual e emocional daquelas paragens. Ao deixar para trás a vegetação densa dos vales do Xurés e do rio Agro, a paisagem despede-se das árvores de grande porte e abre-se numa imensidão nua, dominada por grandes caos graníticos, penedos de formas caprichosas e blocos erráticos esculpidos pela erosão do vento e do gelo ao longo de milénios.
A urze, o tojo e a giesta cobrem o solo numa manta de tons acastanhados e arroxeados, reforçando a sensação de isolamento. E a ausência de obstáculos visuais proporciona um sentimento de pequenez perante a vastidão da montanha, onde o silêncio é apenas interrompido pelo vento.
Numa intensa e emocionante entrega à Natureza "lunar" do planalto que conduz a Castro Laboreiro
Fronteira da Ameixoeira, 01.09.2026, 11h15 - Voltávamos a Portugal...
Da fronteira a Castro Laboreiro são pouco mais de 6 km... quase sempre a subir. Mas o esforço é atenuado pela envolvência da paisagem e dos marcos históricos. Um dos símbolos do Caminho da Geira e dos Arrieiros, a Ponte da Cava da Velha, é frequentemente associado a uma origem romana (servindo as vias que cruzavam a serra), mas a estrutura actual é de construção medieval, possivelmente erguida entre os séculos XII e XIII para consolidar as rotas de montanha no Reino de Portugal. Cruzá-la... é como que atravessar um portal do Tempo...
O rio Laboreiro na Ponte Nova, como também é conhecida a Ponte da Cava da Velha
E surge Castro Laboreiro e o morro do Castelo. São quase horas de almoço...
Tínhamos percorrido apenas pouco mais de 17 km, mas as características do terreno, o desnível, o cansaço acumulado dos dias anteriores e as pausas em Entrimo e Bouzadrago faziam-nos apontar para um almoço em Castro Laboreiro, até porque a etapa iria terminar menos de 2 km depois, no Albergue das Veigas. Ora, à entrada da vila, uma das primeiras coisas com que nos deparámos foi o anúncio: "Menu Peregrino 17,5 €"... com uma composição que agradava à primeira vista e num Restaurante apinhado de gente, o que é sempre bom sinal. E assim... batemo-nos com uma divinal sopa de legumes e um bife "de metro" para cada um, no "Miradouro do Castelo"... um sítio a que certamente voltaremos.
tínhamos talvez o melhor almoço deste Caminho
Almoço em Castro Laboreiro: à 4ª etapa...
Com um almoço tão substancial e a menos de 2 km do final da jornada... ainda fomos ao morro do castelo, onde a rocha da tartaruga e a escultura que homenageia o cão de Castro Laboreiro se destacam na paisagem. Depois... depois senti a entrada na Igreja de Santa Maria da Visitação como um momento marcante, quase solene. Como lá diz um cartaz, talvez "num lugar de memória sem tempo se possa afigurar o passado e vislumbrar o futuro"...
Passeio pelo morro do Castelo de Castro Laboreiro... para digerir o almoço... 😂
Igreja de Santa Maria da Visitação, 15h45
O Albergue das Veigas resulta da recuperação de antigas casas de traça tradicional em granito, mantendo a arquitetura rural da região. Mas, muito mais do que isso, resulta da dedicação de um casal que abraçou os valores da hospitalidade, proporcionando aos peregrinos e caminheiros um espaço acolhedor com cozinha equipada, camaratas e áreas de descanso que convidam à partilha de vivências. Infelizmente não tivemos o prazer de conhecer pessoalmente a Julieta e o Nuno, a não ser pelo telefone, o que mesmo assim permitiu testemunhar o que vai dentro do coração de duas almas boas. E o jantar, podemos comprar alguma coisa em Castro Laboreiro e cozinhar, perguntava eu. Não é necessário: a Julieta deixou já confeccionado e preparado para meter no forno um delicioso arroz de pato "regado" com um bom vinho verde. Isto além de tudo o mais, bebidas, pão, fruta... tudo! Pena não termos outros peregrinos para termos vivido um verdadeiro jantar comunitário.
Albergue das Veigas... um abrigo de
paz, hospitalidade e comodidade
Naquele paraíso em plena Natureza, sob a imensidão de um céu estrelado, senti que o Albergue das Veigas selava o fecho da primeira parte do nosso Caminho. Foram quatro etapas exigentes, de Braga a Castro Laboreiro, palmilhando a antiga Geira romana, descendo aos vales do baixo Lima galego e tornando a ascender ao imponente planalto castrejo. 93 quilómetros que me devolveram a memória da dureza do percurso, da beleza dos seus contrastes... e das suas infinitas maravilhas! No dia seguinte, a descida rumo ao vale do Minho abrir-nos-ia, em definitivo, as portas da Galiza.

4 comentários:

Anónimo disse...

A "estrada" é uma contínua descoberta....na sombra e luz, do segredo e alivio que nos desperta, da incerteza do caminho, da dúvida e do deslumbramento que nos liberta....

Anónimo disse...

Que maravilha! Parabéns , não é para todos...

Anónimo disse...

Muito obrigada pelas amáveis palavras sobre a hospitalidade do Albergue das Veigas. Sentir que os nossos peregrinos são acarinhados no espaço é muito importante e motivador para continuarmos esta nossa jornada de hospitaleiros. Um bem-haja para os dois.
Beijinhos aos dois da Julieta e do Nuno.😘

Anónimo disse...

Excelente reportagem, que nos faz reviver um Caminho único como peregrinos até Compostela. Um caminho que fiz este ano iniciado em 10 de junho, que com muito esforço atravessamos os dias de maior calor do ano. Mesmo sendo um caminho exigente espero continuar com forças para o reviver mais uma vez na vida mesmo que com 76 anos. Bom caminho!!