quarta-feira, 3 de junho de 2026

Da Serra de Santa Iria à Mata do Paraíso... a Caminhar e ser Feliz

Quase todas as quartas feiras o grupo "Caminhar e Ser Feliz" leva os TSL que podem "dar à sola" a porem em prática a sua paixão pelo pedestrianismo. TSL, sim... os técnicos superiores de lazer...🤣
Nesta quarta feira de greve geral... juntaram-se 15 desses "técnicos" na Portela da Azóia, nos bairros-dormitório da zona oriental da grande Lisboa. Tal como na "Subida à Garganta da Serra de Santa Iria, em outubro passado, o guia foi o António Mina, excelente conhecedor da zona... além de vizinho.
Do alto de Santa Iria de Azóia,
com o Tejo ao fundo - 03.Jun.2026, 09h00
Quinta do Duque, também chamado Palácio do Duque de Lafões, 09h35
Do alto de Santa Iria descemos a Alpriate. O velho edifício abandonado da Quinta do Duque, tantas vezes visto à distância, desta vez foi a primeira visita. Outrora palácio e casa agrícola dos Duques de Lafões, hoje é um daqueles sítios onde a paisagem e o tempo se misturam...
Ali, a paisagem parece lembrar-nos que o tempo passa, mas deixa marcas...
De Alpriate rumámos à velha Mata do Paraíso, no Quintanilho. Junto à Ribeira da Fonte Santa — que desce do Monte Serves — a mata já foi bem mais paradisíaca, mas o tempo e o chamado progresso (será mesmo?…) roubaram‑lhe área e encanto. A água corre pouca... e nem sempre agradável de ver.
Mata do Paraíso, entre as 10h05 e
as 10h35 - Ribeira da Fonte Santa
Não subimos ao Serves, mas subimos ao Moinho dos Bichos e ao segundo ponto alto da serra, já sobre Bucelas e o vale do Trancão, para iniciar aí o regresso, via a sempre típica aldeia do Zambujal.
Foto de grupo no Moinho dos Bichos (255m alt.), 11h30 - Só falta o fotógrafo 😊
Não estávamos sós... 😂😃
Zambujal, 11h55,
com 11 km nos pés
Do Zambujal descemos para a tão maltratada várzea de Loures, zona húmida antiga onde o Trancão ainda respira entre caniçais e campos encharcados. Apesar da pressão urbana, a várzea ainda mantém o desenho das velhas lezírias; durante séculos, alimentou Lisboa: hortaliças, cereais, vinha, pastos, tudo saía dali. Três velhos paúis ainda servem de refúgio a diversas aves aquáticas, permitindo observar espécies que geralmente não ocorrem a tão pequena distância da capital. Por uma janela entre o caniçal, espreitámos o Paúl da Granja, ali entre a aldeia do mesmo nome e S. Julião do Tojal.
Paúl da Granja, 12h30... só se vê 'desbravando' um estreito corredor por entre o caniçal
E estávamos em pleno Caminho dos Peregrinos. Duas australianas, mãe e filha, seguiram a Caminho de Santiago 🙏
13h05: Ruínas do Palácio do Monteiro-Mor - só faltava subir para Santa Iria
O almoço estava marcado para as duas da tarde, junto ao local onde tínhamos deixado os carros. Mas... faltava uma das partes mais épicas do percurso: tal como em outubro passado, a subida foi pela Garganta de Santa Iria... aquele trilho que só o Mina conhece e de vez em quando desbrava... 😂
A épica subida da Garganta de Santa Iria. Quem ainda não tivesse fome para o almoço... ficou com ela... 😉
Clique para ver no Relive ou no Wikiloc


 
Uns minutos antes das duas estávamos no ponto de onde tínhamos partido. Mas como o prometido é devido... onde tínhamos partido esperava-nos agora um bom almoço no "Tollan": um bom e saboroso leitão para repôr as energias, regado com um bom e igualmente saboroso vinho espumoso. Depois de 18 km por montes e vales... foi um belo final para mais este... "Caminhar e Ser Feliz"!