Corria o ano de 1967... tinha eu 14 anitos, acabados de fazer. Com os meus
pais e irmão... cheguei a
Istambul num VW "carocha", desde Lisboa!
Levei 59 anos para voltar... mas voltei... à procura do Tempo que não foi
perdido... mas que foi há muito, muito tempo...
Em Istambul... à procura do tempo perdido...
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Istambul, Grande Bazar (𝘒𝘢𝘱𝘢𝘭ı𝘤̧𝘢𝘳𝘴̧ı), 21.09.2026, 16h40
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Menos de duas semanas depois de regressar do meu último
Caminho de Santiago... "caminhei" mais de 4 mil km de avião até ao outro lado da Europa. E dessa
"caminhada"... aterrei com a minha menina e os nossos "Manos Velhos" no
Grande Bazar de Istambul, um dos maiores e mais antigos mercados
cobertos do mundo.
Erguido em 1461 por ordem do sultão Mehmed II, logo após a conquista de
Constantinopla, o Grande Bazar é um mundo dentro desse outro mundo que é
Istambul, a grande metrópole entre dois Continentes, com 16 milhões de
habitantes!
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Atravessando a Ponte Atatürk, sobre o Corno de Ouro (Haliç), que divide a parte europeia de Istambul entre a
península histórica, a sul, e a Galata / Beyoğlu, a norte.
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De certo modo, esta viagem à Turquia surgiu na sequência lógica da que, no ano
passado, fizemos aos
tesouros da Eslovénia, Croácia e Bósnia... que, curiosamente, me levou igualmente a paragens por onde passei na
mesma viagem "pré-histórica" de há quase 60 anos, como Split ou a famosa Ponte
Turca de Mostar. Também à semelhança do ano passado, o programa esteve a cargo
da
Pinto Lopes Viagens, integrados num grupo de 24 portugueses acompanhados pelo dinâmico Flávio
Soares e, durante todo o périplo turco, guiados por uma genuína enciclopédia
humana chamada Sancar Sözer... um autêntico poço de cultura e de contagiosa
paixão pelo seu país.
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No dia seguinte, as visitas começaram pela famosa
Torre Gálata (Galata Kulesi).
Construída originalmente pela colónia genovesa de Constantinopla, ao
longo da época otomana serviu como torre de vigia de
incêndios, prisão e observatório astronómico. Do topo tem-se
uma fabulosa panorâmica sobre o Bósforo e o
Corno de Ouro.
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Por volta de 1632, segundo o cronista
Evliya Çelebi, o lendário aviador
otomano
Ahmed Çelebi terá saltado do topo da
Torre de Gálata com
asas por si construídas, sobrevoando o
Bósforo até aterrar em
Üsküdar, na margem asiática. O seu feito espantou a cidade e o próprio
sultão atribuiu-lhe o título de
Hezarfen, designação de origem persa
que significa "o homem dos mil saberes". Mas... os conselheiros imperiais
convenceram o sultão de que um homem capaz de tal proeza era perigoso para
estar por perto, acabando
Hezarfen por ser exilado para a Argélia, onde
viria a falecer...
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Seguiu-se o Palácio de Dolmabahçe, residência dos últimos sultões do Império Otomano em Istambul
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Nas margens do
Bósforo, o
Palácio de Dolmabahçe foi
construído no Séc. XIX, para substituir o antigo Palácio de Topkapı, que
deixaríamos para o final da viagem. Em
Dolmabahçe viveu e faleceu
Mustafa Kemal
Atatürk, o fundador da República da Turquia.
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A partir da Praça Taksim, coração da Istambul moderna, descemos a avenida pedonal
İstiklal Caddesi, a "Avenida da Independência"... rumo ao almoço, no Restaurante
Lipsos
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A Igreja de Santo António, a mais monumental das pregou aqui durante dez anos, quando foi Delegado
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Igrejas católicas de Istambul. O Papa João XXIII Apostólico na Turquia, antes de ser eleito Papa
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Muito mais havia para ver em
Istambul... que ficaria para o final de um
périplo de dez dias. Ao contrário da viagem de há 59 anos, agora íamos
desbravar muito mais do que a grande metrópole. Por isso, ao final do dia, com
o Sol a pôr-se, estávamos a partir de novo do Aeroporto Internacional de
Istambul, junto à costa do Mar Negro, actualmente um dos maiores e mais
modernos
hubs de aviação do mundo.
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E pelas 20h30 daquela 3ª feira 22 de Setembro... aterrámos noutro
aeroporto. Qual... leiam na próxima crónica... 🤪
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Continua