sábado, 6 de junho de 2026

Trilho da Bezerra, com os Caminheiros Gaspar Correia

As minhas actividades de ar livre, de certo modo, nasceram nas Serras de Aire e Candeeiros... já lá vão quase 60 anos! Mais de quatro décadas depois, conheci o Trilho da Bezerra - PR6 PMS, Rota do Carvão - e o mítico Sítio do Elias, na encosta do Serro Ventoso. Parece que foi ontem... mas também já lá vão 14 anos, na época das "grandes rotas duras". Agora pela mão dos Caminheiros Gaspar Correia, voltei àquele trilho e àquela convidativa cabana que, felizmente, resiste à passagem do tempo e às intempéries. Foi sem dúvida uma bela jornada... em vésperas de "aventuras" maiores...
06.Jun.2026 - Duas manas no maciço calcário estremenho... em estágio para o paraíso... 💓🙏
Vídeo de uma bela jornada em terras do Serro Ventoso e da Bezerra
Os '20 magníficos' que subiram à mítica Cabana do Elias, sobre o Serro Ventoso

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Da Serra de Santa Iria à Mata do Paraíso... a Caminhar e ser Feliz

Quase todas as quartas feiras o grupo "Caminhar e Ser Feliz" leva os TSL que podem "dar à sola" a porem em prática a sua paixão pelo pedestrianismo. TSL, sim... os técnicos superiores de lazer...🤣
Nesta quarta feira de greve geral... juntaram-se 15 desses "técnicos" na Portela da Azóia, nos bairros-dormitório da zona oriental da grande Lisboa. Tal como na "Subida à Garganta da Serra de Santa Iria, em outubro passado, o guia foi o António Mina, excelente conhecedor da zona... além de vizinho.
Do alto de Santa Iria de Azóia,
com o Tejo ao fundo - 03.Jun.2026, 09h00
Quinta do Duque, também chamado Palácio do Duque de Lafões, 09h35
Do alto de Santa Iria descemos a Alpriate. O velho edifício abandonado da Quinta do Duque, tantas vezes visto à distância, desta vez foi a primeira visita. Outrora palácio e casa agrícola dos Duques de Lafões, hoje é um daqueles sítios onde a paisagem e o tempo se misturam...
Ali, a paisagem parece lembrar-nos que o tempo passa, mas deixa marcas...
De Alpriate rumámos à velha Mata do Paraíso, no Quintanilho. Junto à Ribeira da Fonte Santa — que desce do Monte Serves — a mata já foi bem mais paradisíaca, mas o tempo e o chamado progresso (será mesmo?…) roubaram‑lhe área e encanto. A água corre pouca... e nem sempre agradável de ver.
Mata do Paraíso, entre as 10h05 e
as 10h35 - Ribeira da Fonte Santa
Não subimos ao Serves, mas subimos ao Moinho dos Bichos e ao segundo ponto alto da serra, já sobre Bucelas e o vale do Trancão, para iniciar aí o regresso, via a sempre típica aldeia do Zambujal.
Foto de grupo no Moinho dos Bichos (255m alt.), 11h30 - Só falta o fotógrafo 😊
Não estávamos sós... 😂😃
Zambujal, 11h55,
com 11 km nos pés
Do Zambujal descemos para a tão maltratada várzea de Loures, zona húmida antiga onde o Trancão ainda respira entre caniçais e campos encharcados. Apesar da pressão urbana, a várzea ainda mantém o desenho das velhas lezírias; durante séculos, alimentou Lisboa: hortaliças, cereais, vinha, pastos, tudo saía dali. Três velhos paúis ainda servem de refúgio a diversas aves aquáticas, permitindo observar espécies que geralmente não ocorrem a tão pequena distância da capital. Por uma janela entre o caniçal, espreitámos o Paúl da Granja, ali entre a aldeia do mesmo nome e S. Julião do Tojal.
Paúl da Granja, 12h30... só se vê 'desbravando' um estreito corredor por entre o caniçal
E estávamos em pleno Caminho dos Peregrinos. Duas australianas, mãe e filha, seguiram a Caminho de Santiago 🙏
13h05: Ruínas do Palácio do Monteiro-Mor - só faltava subir para Santa Iria
O almoço estava marcado para as duas da tarde, junto ao local onde tínhamos deixado os carros. Mas... faltava uma das partes mais épicas do percurso: tal como em outubro passado, a subida foi pela Garganta de Santa Iria... aquele trilho que só o Mina conhece e de vez em quando desbrava... 😂
A épica subida da Garganta de Santa Iria. Quem ainda não tivesse fome para o almoço... ficou com ela... 😉
Clique para ver no Relive ou no Wikiloc


 
Uns minutos antes das duas estávamos no ponto de onde tínhamos partido. Mas como o prometido é devido... onde tínhamos partido esperava-nos agora um bom almoço no "Tollan": um bom e saboroso leitão para repôr as energias, regado com um bom e igualmente saboroso vinho espumoso. Depois de 18 km por montes e vales... foi um belo final para mais este... "Caminhar e Ser Feliz"!