quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Pedra, Vento e Memória: Crónicas de uma Viagem à Turquia (3)

Depois da primeira "apresentação" a Istambul, da imersão quase surreal na paisagem calcária e vulcânica da Capadócia e de termos cruzado a imensidão do planalto anatólio... o final do quarto dia de viagem levou-nos a Pamukkale. Seria a nossa base pelas duas noites seguintes, no Adempira Termal & SPA Hotel, um cinco estrelas que, num contraste curioso, ficava bastante aquém da imponência e do requinte do Barceló Cappadocia, de onde viéramos.
Nasce o dia no Adempira Termal & SPA Hotel, Pamukkale, 25.09.2026, 07h35 ... e o céu enche-se de balões...
🏰 Pamukkale... o Castelo de Algodão ☁️
Pamukkale foi mais uma das muitas maravilhas desta descoberta da Turquia. Classificado como Património Mundial da UNESCO, o lugar alia de forma sublime a História à Natureza. As ruínas da necrópole romana de Hierápolis debruçam-se sobre um extraordinário conjunto de piscinas termais de origem calcária, cujas bacias de água límpida descem em cascata pela encosta. Um percurso pedestre de quase 5 km preencheu-nos quase toda a manhã. Visto à distância - ou dos balões multicoloridos em que alguns companheiros de grupo voaram sobre ele - o panorama parece um imenso manto de algodão - daí o nome “Pamukkale”, que traduzido do turco significa literalmente "castelo de algodão".
Na necrópole romana de Hierápolis, em Denizli (Pamukkale), na manhã de 25.09.2026
Hierápolis (em grego, "Cidade Sagrada") é uma impressionante cidade helenística e romana fundada no século II a.C. pelo rei Eúmenes II de Pérgamo. Construída no topo da colina de calcário, a cidade cresceu precisamente devido às propriedades terapêuticas das suas águas termais, tornando-se uma famosa estância de cura e repouso do mundo antigo. Sob os terrenos de Pamukkale existem falhas geológicas activas que aquecem a água subterrânea a temperaturas entre os 35°C e os 100°C.
Ao subir à superfície, esta água traz uma enorme quantidade de bicarbonato de cálcio dissolvido. Em contacto com o ar, o dióxido de carbono evapora-se e liberta-se, alterando o equilíbrio químico e fazendo com que o carbonato de cálcio precipite, depositando-se inicialmente como um gel macio que, ao solidificar, forma o travertino, em forma de socalcos, piscinas naturais e cascatas brancas.
Embora pareça gelo ou neve à distância... é rocha calcária rígida.
Sobre os travertinos de Pamukkale...
onde os gatos também são reis e senhores...
Nos travertinos de Pamukkale, 25.09.2026, 11h30. A água, cá em cima... estava a mais de 40ºC ...
No complexo da necrópole, sobre os travertinos, surge-nos a Piscina de Cleópatra - a Piscina Sagrada - uma bacia de água quente e mineralizada onde é possível nadar literalmente no meio de colunas e capitéis de mármore romanos submersos, derrubados por um grande sismo no século VII d.C.
A Piscina Sagrada, ou Piscina de Cleópatra... apesar de a rainha egípcia ter vivido quase sete séculos antes... 😁
Entre a piscina e o grande Teatro Romano, situa-se o Plutonium... a Porta do Inferno, um dos locais mais fascinantes e temidos da antiguidade. Trata-se de um santuário dedicado a Pluto, deus do submundo, construído sobre uma fenda geológica que emite concentrações letais de dióxido de carbono. Os escritores da antiguidade, como Estrabão, relatavam que os sacerdotes eunucos entravam na gruta e saíam vivos, enquanto animais e aves lançados no seu interior caíam mortos instantaneamente... um "milagre" que a ciência moderna explica pela densidade do gás e pelo conhecimento que os sacerdotes tinham das bolsas de ar oxigenado junto ao solo.
No grande Teatro Romano de Pamukkale. Não... não era a Cleópatra... 🤣
O Teatro é uma das estruturas mais bem conservadas de todo o Mediterrâneo. Construído no reinado do imperador Adriano e remodelado sob Septímio Severo, tinha capacidade para cerca de 15000 espectadores, num cenário ricamente decorado com relevos em mármore dedicados a Apolo e Ísis.
O almoço foi no cenário idílico do Değirmende Canlı Alabalık, um restaurante inserido num pequeno bosque, em Denizli
A tarde foi basicamente destinada ao descanso... sim, porque viajar também cansa... 😂. As piscinas e o SPA do Adempira atraíram alguns; este "velhote" cronista preferiu apenas uma passagem pela piscina interior... com água termal a cerca de 42 ºC. Mais tarde, directamente do quarto... chegaria o espectáculo quase simultâneo do pôr-do-Sol e do nascer da Lua 💓.
De um lado põe-se o Sol, do outro nasce a Lua... a Lua e o Sol de Pamukkale 💓✨
25.09.2026, 18h55 / 19h00
🌊 Rumo ao Mar Egeu ⛵
Sábado, 26 de Setembro. De manhã, esperavam-nos cerca de 200 km de autocarro, a caminho do Mar Egeu. Estávamos agora nas imediações da antiga Éfeso, a joia da coroa da arqueologia clássica no Mediterrâneo Oriental, a segunda maior cidade do Império Romano a seguir a Roma. Mas as visitas começariam pela Casa da Virgem Maria, um dos locais de peregrinação mais venerados da Turquia.
Com Éfeso no horizonte, estávamos na Casa da Virgem Maria, na serenidade do Bülbüldağı, o "Monte dos Rouxinóis"
Segundo a tradição cristã, após a crucificação de Cristo, o Apóstolo João trouxe Maria para esta região, para a proteger das perseguições em Jerusalém. O local foi descoberto no século XIX graças às visões detalhadas da freira alemã e mística Anne Catherine Emmerich, que nunca tinha estado na Turquia mas descreveu a casa e a colina com uma precisão impressionante. Rodeada por uma floresta tranquila de pinheiros e oliveiras, a Casa é uma pequena capela em pedra, de ambiente muito íntimo e recolhido, visitada e abençoada por vários Papas (Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI), e venerada tanto por cristãos como por muçulmanos, para quem Maria é Meryem Ana, mãe do profeta Isa (Jesus).
Fonte de água sagrada, no "muro das orações", onde milhares de peregrinos amarram fitas com preces e agradecimentos.
Sente-se ali uma paz que nos transcende. A Meryem Ana Evi é um daqueles locais em que as lágrimas nos brotam sem sabermos explicar porquê. E seguiu-se Éfeso, cidade dedicada à Deusa Artemisa.
25 portugueses em Éfeso, frente à monumental Biblioteca de Celso, do Séc. II d.C. - 26.09.2026, 15h40
Como por toda a Turquia... o que também não falta
do mármore e a reinar
em Éfeso são kediler a posar para as fotos em cima
sobre as ruínas!🐈🐈‍⬛😁
E pouco depois das seis da tarde estávamos a entrar em Esmirna, a terceira maior cidade turca.
Com quase cinco milhões de habitantes e banhada pelas águas do Mar Egeu, Esmirna (İzmir, em turco) é também o segundo maior porto da Turquia, logo a seguir a Istambul. Provável local de nascimento do poeta Homero - lendário autor da Ilíada e da Odisseia - Esmirna é hoje uma cidade cosmopolita, luminosa e marcadamente liberal... que não tivemos tempo de conhecer melhor.
Praça 9 de Setembro, que assinala a data em que as forças turcas entraram em Esmirna, no final da Guerra de Independência.
Apenas para uma noite, recebeu-nos o DoubleTree by Hilton... de cujo terraço panorâmico ainda pude ver as cores do pré-pôr do Sol.
E panorâmicas do terraço no topo do DoubleTree by Hilton, Esmirna, 26.09.2026, 19h00
Em Esmirna, estávamos a escassas duas etapas do regresso a Istambul, de onde tínhamos voado ao encontro do fascínio da Capadócia. Em quatro dias, cruzámos meia Anatólia, ao encontro do poente daquela imensa península, de frente para as águas do Mar Egeu e para o contorno das ilhas gregas.
Continua                        

Pedra, Vento e Memória: Crónicas de uma Viagem à Turquia (2)

Pouco mais de 24 horas depois de termos aterrado em Istambul estávamos de novo no ar, como disse no final da crónica anterior. E a voar para leste! Sobrevoámos Ankara — vi bem as luzes da cidade lá em baixo —
Hotel Barceló Cappadocia, 22.09.2026, 22h45
e pouco depois começámos a descer para Nevşehir. Estávamos bem no coração da Anatólia, a vasta península que constitui a Turquia asiática. Para este aventureiro e sonhador, que um dia começou a escrever as suas memórias... era a segunda vez na Ásia.
Em Nevşehir, esperava-nos o motorista e o autocarro em que faríamos quase 2000 km nos sete dias seguintes, sempre com o Flávio e o Sancar como cicerones. Estávamos na Capadócia, mítica região histórica e geográfica encravada no centro da Anatólia. E para as duas noites seguintes tínhamos o imponente Barceló Cappadocia, um quatro estrelas em que a suite era constituída por uma enorme mezzanine debruçada sobre uma grande sala panorâmica 💖.
✨ Era uma vez na Capadócia... 🙋
No luxo asiático do Barceló Cappadocia... acordei cedo. A minha arraiana dormia... e eu saí sorrateiramente para um "despertar dos mágicos", na imensidão mágica em que nos encontrávamos.
Despertar dos Mágicos próximo de Ortahısar e do Hotel Barceló Cappadocia, 23.09.2026, 06h35
Sabia que o nascer do Sol era às 06h40. Saí do Hotel... olhei em volta... consultei o meu velho Locus... e concluí que tinha um morro muito próximo de onde poderia assistir ao espectáculo magnífico do alvorecer de um novo dia. O que eu não sabia, na altura, era que aquele morro e as formações existentes eram já como que a minha entrada no "mundo perdido" da Capadócia. O "meu" morro é o Zindan Tepesi — literalmente a "Colina da Masmorra" — onde existiu um mosteiro esculpido na rocha, o Mosteiro de Zindan. As suas cavidades e túneis escuros faziam lembrar masmorras à população local, daí o nome. Naquele dia, sozinho, naquele espectacular nascer do Sol... estava muito longe de imaginar que estava sobre o que resta de um Mosteiro bizantino do Séc. VI d.C.
Nascer do Sol no Zindan Tepesi (1266m alt.)... em entrega ao Universo
Paisagem típica da Capadócia, 360º à volta. À esquerda, o vale de Göreme.
O planalto anatólio, com a sua origem vulcânica antiga, moldou o relevo único da Capadócia, marcado pelas famosas chaminés de fadas, vales erodidos e cidades subterrâneas escavadas na rocha, como nos fantasmagóricos vales de Göreme, Uçhisar e Paşabağı. Ou estaríamos no reino da fantasia?
No fabuloso Vale de Göreme, 23.09.2026, 09h45
Göreme é o verdadeiro coração histórico, geográfico e espiritual da Capadócia. É o complexo monástico escavado na rocha mais famoso da Turquia, classificado como Património Mundial da UNESCO desde 1985. Entre os séculos IV e XIII, Göreme foi um dos maiores centros de vida monástica cristã do Império Bizantino, impulsionado por São Basílio, Bispo de Kayseri / Cesareia.
A história destas formações começou há cerca de 3 a 9 milhões de anos, fruto de intensa actividade vulcânica. Os vulcões expeliram quantidades gigantescas de cinzas, escórias e poeira que cobriram toda a região. Com o tempo e a pressão, essas cinzas acumuladas consolidaram-se numa rocha porosa, leve e extremamente "trabalhável", o tufo vulcânico. Com ferramentas manuais simples (como picaretas, cinzéis e martelos), escava-se com facilidade quase semelhante à da madeira ou do gesso.
O complexo de Göreme alberga as tradicionais habitações escavadas directamente nas falésias rochosas, bem como dezenas de santuários, mosteiros e capelas, com frescos bizantinos excecionais.
Os habitantes locais e os monges imitavam na perfeição a arquitetura bizantina em pedra. Escavavam abóbadas, cúpulas, arcos, colunas e naves directamente no miolo da rocha, que funcionavam não só por estética, mas também para distribuir o peso e garantir a estabilidade estrutural da rocha. Além disso, o tufo é um excelente isolante térmico. O interior das habitações e igrejas escavadas mantém uma temperatura quase constante durante todo o ano (cerca de 13 a 15°C), proporcionando abrigo fresco no Verão tórrido da Anatólia e protecção contra os invernos rigorosos e gelados.
Para pintar as paredes das igrejas, os monges cobriam a rocha porosa com uma camada de reboco feito de gesso ou cal misturada com palha. Enquanto esse reboco ainda estava húmido, pintavam com pigmentos minerais naturais (lápis-lazúli para os azuis, óxidos de ferro para os vermelhos e terras para os castanhos), o que permitiu que as cores ficassem "presas" no reboco, num exemplo impressionante de como as características geológicas ditaram a história e a arquitetura de toda uma civilização!
A grande riqueza destas igrejas reside precisamente nas pinturas bem preservadas, que retratam cenas do Novo Testamento, da vida de Cristo e de Santos, como na Yılanlı Kilise, a Igreja da Serpente.
Igreja da Serpente, a Yılanlı Kilise, conhecida pelo fresco de São Jorge e São Teodoro a combater um dragão / serpente
Junto ao restaurante Montana, próximo de Uçhisar, 23.09.2026, 12h40 ... eram horas de almoço...
No "castelo" de Uçhisar (Uçhisar Kalesi), esporão de tufo vulcânico escavado e transformado em fortaleza natural.
Voltando a recuar no tempo, posteriores derrames de lava cobriram o tufo com rocha basáltica, muito mais dura e resistente. Depois, os rios, a chuva, a neve e o vento começaram a desgastar o terreno. A camada dura serviu como "capa protectora"; onde a capa permanecia, o tufo ficou protegido da chuva directa, enquanto a rocha ao redor era lavada. Foi assim que nasceram as famosas chaminés de fada - peri bacaları - com os seus "chapéus" escuros de rocha dura no topo de colunas de tufo macio.
Nas chaminés de fada de Paşabağı, 23.09.2026, 15h50
A paisagem surreal das chaminés de fada inspirou imensas lendas no imaginário anatólio. Conta a tradição oral que, em tempos remotos, a Capadócia era habitada por gigantes terríveis, que aterrorizavam os homens. As bondosas
fadas compadeceram-se do sofrimento humano e decidiram intervir, transformando os gigantes em grandes colunas de pedra. Para proteger o povo, as fadas ficaram a viver no interior, acendendo fogueiras cujo fumo saía pelas "chaminés".
Outra narrativa popular conta a história de uma aldeia encurralada por um exército invasor implacável. Sem ter para onde fugir, nem como defender as suas famílias, o povo ajoelhou-se e suplicou por um milagre que os salvasse de cair nas mãos dos inimigos. Em resposta às suas preces, Deus transformou instantaneamente os soldados invasores em estátuas de pedra.
Seres bondosos são também os gatos. De Istambul às aldeias mais recônditas da Capadócia, os gatos não são apenas tolerados: são verdadeiros cidadãos de pleno direito, amados, respeitados e cuidados por toda a comunidade. Esta afeição profunda pelos felinos tem raízes profundas na cultura turca e no mundo islâmico. Nas bibliotecas, mosteiros e arquivos imperiais, os gatos eram os guardiões indispensáveis contra os roedores, ajudando a travar a proliferação de ratazanas e de pragas transmissoras de doenças letais, como a peste. Ninguém os repele. Em cada esquina há tigelas de água, pratos com ração e pequenas "casas de gato" (kedi evi), construídas pelos moradores ou pelos municípios para os proteger do inverno rigoroso da Anatólia. Como diz um provérbio turco... «Se matares um gato, precisas de construir uma mesquita para que Deus te perdoe». A presença serena dos felinos conferiu um toque de doçura, vida e mistério a toda a viagem 🐈🐈‍⬛😍
🪨 Entre a Pedra e o Céu, nas Rotas da Anatólia 💫
Nesta digressão turca, ao dia seguinte poderíamos chamar "o dia dos números": mais de 600 km de autocarro levaram-nos da Anatólia central a Pamukkale, no sudoeste da Turquia. Estivemos a pouco mais de 300 km da fronteira síria... a cerca de 600 km de Damasco ou de Beirute... e a menos de 1000 km de Jerusalém! Neste périplo rodoviário, duas visitas: o caravanserai de Sultanhani, e, em Konya, o Mausoléu de Mevlana Rumi, um dos lugares espirituais e culturais mais emblemáticos da Turquia.
No Sultan Han da cidade de Sultanhani, a caminho de Konya, 24.09.2026, 10h05
O Sultan Han é um grande e importante caravanserai seljúcida do século XIII. Os caravanserai (do persa 𝘬𝘢̄𝘳𝘷𝘢̄𝘯𝘴𝘢𝘳𝘢̄𝘺) eram estalagens fortificadas construídas ao longo das grandes rotas comerciais da antiguidade, com destaque para a Rota da Seda e as vias dos Impérios Otomano e Seljúcida. Os caravanserai funcionavam como um ponto de apoio vital para mercadores, peregrinos e viajantes que cruzavam os desertos e planaltos da Ásia Central, do Médio Oriente e do Norte de África.
A caminho de Konya, antiga capital do Império Seljúcida, fomos descendo suavemente dos planaltos da Anatólia central.
Mesquita / Mausoléu de Jalal al-Din Muhammad Rumi - o Mevlana ("Nosso Mestre") - em Konya, 12h30
Mevlana Rumi foi o grande poeta, místico e teólogo do século XIII que inspirou a criação da Ordem Mevlevi, uma vertente sufista pautada pelo Amor universal, a tolerância e a procura da união com o Divino através da música, da poesia e da dança meditativa. Os seus praticantes são os dervixes.
Túmulo / Mausoléu de Mevlana Rumi
e os seus dervixes rodopiantes
Na véspera tínhamos assistido ao Sema, uma cerimónia de dança rodopiante em que os dervixes giram de forma contínua, com a mão direita voltada para cima - para receber a bênção divina - e a mão esquerda para baixo - para enviá-la aos homens. Não se trata de uma exibição artística, mas sim de uma forma de meditação para libertar o espírito das amarras do ego.
Depois do almoço, em 𝙆𝙤𝙣𝙮𝙖... uma longa tarde de 400 km de autocarro, até Pamukkale
Naquela longa tarde, não sei porquê... creio que houve alturas em que só eu e o motorista estávamos acordados... 🤪😋🤣. As estepes iam passando, salpicadas aqui e ali por alguns relevos da cordilheira do Tauro. Ai tanta montanha para andar... mas foi já de noite que chegámos ao Adempira Termal & SPA Hotel. Tínhamos ligado a pedra da Capadócia... ao céu de Pamukkale.
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