sábado, 12 de novembro de 2016

Em terras de lapiás (Olelas - Granja dos Serrões)

Mais uma actividade Novos Trilhos. O destino, desta vez: os campos "saloios" entre o Sabugo e Almornos, a sul, e Negrais, a norte; o mote, para além da paisagem: o campo de lapiás da Granja dos Serrões.
Campos de Olelas, 12.Nov.2016
Lapiás são formações típicas de terrenos cársicos, produzidas pela dissolução superficial de rochas calcárias ou dolomíticas. Formam-se à superfície do calcário e são constituídas por fendas, canais, buracos, fragmentos, campos de rochas, etc.
A caminhada iniciou-se na pequena aldeia de Olelas. Cruzada a linha do Oeste, rumámos a norte, por vezes sob autênticos túneis de vegetação, até às formações quase mágicas da Granja dos Serrões.

A caminho da Granja dos Serrões, por túneis de verde
O campo de lapiás da Granja dos Serrões, também conhecido por “Museu da Pedra”, constitui um monumento natural dependente do Parque Natural de Sintra - Cascais. Apesar do regime especial de protecção, encontra-se contudo bastante abandonado.


Campo de lapiás da
Granja dos Serrões ... um
verdadeiro Museu da Pedra

Do campo de lapiás rumámos a Alfouvar e ao Carrascal de Negrais, ponto de inflexão para sul, rumo ao geodésico da Feteira e a Almargem do Bispo. Sempre com a Serra de Sintra em pano de funndo, passámos junto ao Centro de Satélites da Marconi.
Verdes e belos são os campos...! A Serra de Sintra em pano de fundo
Lagartas multicoloridas (próximo de Negrais)
Antes da uma e meia, estávamos em Priores e logo a seguir em Almargem do Bispo.
A caminho de Almargem do Bispo
Seguiu-se a serra de Olelas, passando próximo do geodésico do mesmo nome, a 317 metros de altitude. Algumas passagens foram contudo ... a salto... J

Algumas passagens a salto, na Serra de Olelas ...
incluindo a Kiara, uma estreante canina nos Novos Trilhos
Rumo ao geodésico de Olelas (317m alt.)
Quase de regresso a Olelas, a parte final da caminhada incluiu no entanto ainda a subida do pronunciado vale da respectiva encosta sul, onde se situa a gruta de Olelas, também conhecida por Cova da Raposa. Para além da gruta propriamente dita, a vegetação cerrada e, por entre ela, as panorâmicas para a serra, fizeram deste troço um dos momentos mais espectaculares de uma caminhada que foi toda ela fantástica.

Serra e gruta de Olelas, ou Cova da Raposa
E de regresso a Olelas, em fim de caminhada, depois da travessia da "selva"
da encosta sul da serra do mesmo nome. Ao fundo, a Serra de Sintra.
Poucos minutos antes das três e meia, estávamos no ponto de partida, com 22 km percorridos. Mais uma bela jornada bem à maneira dos Novos Trilhos ... e que, como também é habitual, terminou com bolo de aniversário do mais recente aniversariante do grupo ... regado com uma excelente água pé... J
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sábado, 5 de novembro de 2016

Em terras Jurássicas de Ourém

A penúltima actividade do ano dos Caminheiros Gaspar Correia realizou-se em terras de Ourém. À passagem por Fátima e na estrada de Ourém, claro que me veio à memória o Caminho interrompido, o caminho que, há um ano e meio ... o destino não transformou em Caminho.
Pedreira "do Galinha", em manhã de chuva...
Esta actividade teve como primeiro objectivo o Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurio de Ourém-Torres Novas, vulgarmente chamada a Pedreira do Galinha, próximo da localidade de Bairro, concelho de Ourém. Particularmente a manhã foi contudo uma manhã de chuva, que dificultou a logística da visita àqueles trilhos de dinossáurios saurópodes com mais de 175 milhões de anos. Descobertas em 1994, as pegadas da Pedreira do Galinha foram um dos maiores achados do século passado em Portugal.

Na laje calcária onde as pegadas de dinossáurios
se conservaram ao longo de 175 milhões de anos!
Da Pedreira do Galinha dirigimo-nos às proximidades da aldeia de Casal Farto, onde nos esperava uma caminhada por trilhos de azinheiras, sobreiros, carrasqueiro, medronheiro, mas também pinheiros e castanheiros. A grande permeabilidade do calcário determinou que a água constituísse desde sempre um factor limitante à ocupação desta região. As formas de recolha e armazenamento assumem assim, nesta área, tipologias diversificadas, em que a pedra está sempre presente.

Paisagem típica da Serra de Aire, em que o percurso se integra. A pedra é um elemento sempre presente.
Ao longo da caminhada, pudemos ver diversas dessas formas de recolha e armazenamento de água, como cisternas, fornos de cal e muito mais. E ainda há pastorícia: a determinada altura o "trânsito" complicou-se, com um numeroso grupo de "caminheiros" caprinos a cruzar-se com os caminheiros humanos... J.

Caminheiros de várias espécies...
E até houve
apanha de castanha
A tarde melhorou um pouco; por vezes o Sol já brilhava um pouco e o céu tornou-se mais azul. Entre Boleiros e Casal Farto, testemunhámos de novo a passagem de saurópodes nestas paragens, através de uma bem recortada pegada no próprio trilho que seguíamos. A água da chuva reflectia-nos nela.

Cabeças na pata da poça ... ou cabeças
a cavidade para a
na poça da pata, dado que foi a pata que deixou
chuva criar a poça... J
Terminada a caminhada ... esperava-nos um magusto Caminheiro, na Quinta do Casalinho Farto. Um óptimo espaço para eventos, com excelente serviço, a muito bom preço.

Um magusto Caminheiro, a
rematar a caminhada
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