A última caminhada em 2017 dos Caminheiros Gaspar Correia estava destinada para a zona da
Caparica à
Trafaria ... com o
Bugio à vista.
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À vista das praias da Caparica, 16.Dez.2017, 10h20 |
Antes das dez da manhã, a caminhada começou na zona da
Mata do Rei, junto aos antigos depósitos da NATO, decorrendo sempre em direcção norte, pelas arribas. Rapidamente estávamos à vista da zona agrícola da Costa da Caparica e das suas famosas praias. Ao fundo, tínhamos a foz do
Tejo, e com ela o Forte que dava o nome a esta caminhada: o
Bugio, ou
Forte de S. Lourenço do Bugio.
O dia esteve excepcionalmente límpido, pelo que, ao fundo, lá estava também a bela Serra de Sintra, do Cabo Raso à Peninha e ao Palácio da Pena.
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Pela Arriba Fóssil, rumo a norte, com o Tejo e o Bugio à vista |
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Miradouro dos Capuchos: num dia de excepcional limpidez, a Serra de Sintra perfila-se no horizonte ... |
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... sempre com o Bugio à vista ... |
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... a Peninha ... |
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... e o Palácio da Pena |
O almoço foi no miradouro junto ao
Convento dos Capuchos, antigo convento de frades franciscanos, mandado edificar por Lourenço Pires de Távora em 1558. Como é apanágio da Ordem dos Franciscanos, é caracterizado pela simplicidade. O seu declínio coincide com a queda dos Távoras.
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Convento
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dos Capuchos: uma imagem de simplicidade
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E a jornada prosseguiu para norte, de novo pelas arribas e em direcção ao que resta do sistema de fortes que antigamente asseguravam a defesa da costa, como o
Forte de Alpena e as
Baterias da Raposeira Grande e da
Raposeira Pequena, já sobre a
Trafaria e viradas ao
Tejo.
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Sobre a Caparica, com a Serra de
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Sintra e o Bugio à vista, rumo ao ...
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... Forte de Alpena ... ou ao que dele resta |
Escondidos nas falésias sobre as praias da Caparica, restam os destroços de enormes baterias de defesa da costa, com os seus poderosos canhões do início do século XX e as fortificações
enterradas, em que certamente se viveram momentos de tensão militar em períodos de convulsão. A construção destas baterias iniciou-se em 1893, fazendo parte do Campo Entrincheirado de Lisboa e integrando posteriormente o Regimento de Artilharia de Costa. A
Bateria da Raposeira foi modernizada na Primeira Grande Guerra e as peças hoje presentes foram actualizadas em 1940.
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Bateria da Raposeira, sobre a Trafaria ... uma viagem ao passado não muito distante |
Junto às velhas peças da
Raposeira, tínhamos o
Tejo aos pés, com toda a zona de
Paço d'Arcos a
Belém na margem norte. Depois, foi só descer à
Trafaria, que mantém a traça piscatória que a caracteriza desde as suas remotas origens. Tínhamos percorrido 13 km desde a
Mata do Rei.
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Sobre a Trafaria, com o Tejo à vista: a
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Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos
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Ainda sobre a Trafaria e o Tejo, com a Serra de Sintra em pano de fundo |
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Trafaria: junto ao rio ...
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com gaivotas em terra
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A última caminhada de 2017 dos Caminheiros Gaspar Correia não terminaria contudo sem a habitual troca de prendas natalícias, a acompanhar um belo lanche no Restaurante "
Piripiri" 😊