domingo, 4 de março de 2018

Xalmas ... e do céu vieram as águas...

Em Janeiro do ano passado, para desenhar o percurso de mais uma "aventura" a solo no "meu" Xalmas, baseei-me num artigo de Antonio Castaño: "El Jálama, una puerta hacia el cielo"! Por isso dei à crónica dessa "aventura" o título "Xalmas ... às portas do céu" ... título com que agora desafiei um grupo de "manos" e amigos, amantes da montanha.
Próximo do Puerto de Sta Clara, 3.03.2018, 8h00
(Foto: João J. Fonseca)
Depois de uma interminável seca que deixou as "minhas" terras raianas à míngua de água, esta semana trouxe finalmente as abençoadas chuvas. Mas a chuva ... não assustou os 18 intrépidos que responderam ao meu desafio de virem conhecer a montanha que recebeu o nome do deus Vetão das águas. "Primos" dos Lusitanos, os Vetões eram celtas que habitavam a parte noroeste da Meseta Ibérica, onde se viriam a constituir mais tarde Castela, a Extremadura espanhola e as zonas raianas do actual território português. Como já referenciei em anteriores crónicas, o cume ocidental da Sierra de Gata (1492m) adoptou o nome daquela divindade celta. Consoante a língua (português, castelhano, extremeño) ou as variantes da fala extremeña, esta porção da serra e o seu cume aparece referenciada como Serra da Enxalma, Jálama, Xálama, Xálima, ou Xalmas ... o "meu" Xalmas.
E começamos a caminhada ... por enquanto sem chuva
(Foto: João J. Fonseca)
O projecto que idealizei era um misto das minhas "aventuras a solo, incluindo, naturalmente, a Cervigona, a "princesa" que brota da encosta nordeste do Xalmas. Aos meus companheiros ... prometi-lhes panorâmicas a perder de vista, vales encantados, ruínas de velhas ermidas perdidas na noite dos tempos, vestígios de actividade mineira, uma fabulosa cascata, vestígios de uma "fábrica de luz"...
As previsões meteorológicas deixaram-nos contudo sempre incrédulos quanto à viabilidade do projecto, mas as minhas deambulações por terras da Enxalma permitiam-me ter várias opções na manga. E assim, pelas oito horas de uma manhã cinzenta, estávamos reunidos junto ao cruzamento Navasfrias / El Payo. No grupo ... estavam os meus "manos" Anabela, Paula e Zé Manel; os 19 "aventureiros" tinham ficado distribuídos por Vale de Espinho, Fóios e Aldeia do Bispo.

Somos vultos na paisagem... (Foto: José Manuel Messias)
Dir-se-ia que éramos protagonistas de "O Senhor dos Anéis", atravessando a Terra Média...
Nos primeiros quase 2 km, subimos até ao Puerto de Santa Clara, ou de San Martín, paralelamente à estrada de Payo a San Martín de Trevejo. O rendilhado de líquenes, o nevoeiro, a atmosfera misteriosa daquela manhã húmida ... pareciam transportar-nos para protagonistas de "O Senhor dos Anéis". E aos 1024 metros de altitude daquele Puerto (tantas e tantas caminhadas já ali comecei ou acabei...), começámos a atacar a encosta ocidental do Xalmas ... por vezes debaixo de uma chuva miudinha...
Mais de 300 metros de desnível separavam-nos das ruínas da Ermida de San Casiano. Quando subi aquela encosta em Janeiro de 2017, as panorâmicas para a cumeada das Torris de Fernán Centeno foram-se alargando à medida que subia; agora ... nada se via para além de poucos metros.

Subida da encosta poente do Xalmas. Para além de poucos metros nada se via ... e a chuva de vez em quando reaparecia
Vinte minutos antes das 10h, chegamos ao pequeno planalto onde naquela mesma caminhada conhecera as ruínas da Ermida de San Casiano, reduzidas então a um amontoado de escombros. Agora ... do meio da neblina vimos surgir a Ermida! Estaria a sonhar? Seria uma miragem? Rapidamente concluí que não. A Junta de Extremadura, que já havia balizado esta Senda del Jálama, procedeu à reconstrução da velha ermida ... o que nos proporcionou um excelente abrigo para uma pausa e reposição de energias ... até porque havia que brindar à aniversariante que tínhamos entre nós.

Onde há pouco mais de um ano só havia escombros ... eis que da neblina surge a Ermida de San Casiano
À Ermida de São Cassiano terá um dia chegado um homem abastado, de seu nome Martín, dedicando-se à vida contemplativa. Numa tormentosa tarde de inverno - parecida com o nosso dia - dois ladrões exigiram-lhe a sua fortuna.
Também para nós a Ermida de San Casiano foi
um abrigo providencial... (Foto: Luís Martins)
Martín indicou-lhes que a poderiam encontrar num esconderijo situado numa árvore, para a qual os bandidos se encaminharam rapidamente. Longe de amainar, a chuva era cada vez mais torrencial e os raios caíam com redobrada frequência. No dia seguinte, quando a tempestade finalmente amainou ... Martín encontrou junto à árvore os cadáveres carbonizados dos dois ladrões ávidos de tesouros fáceis. Depois de rezar uma oração pelas suas almas, o velho eremita tirou da árvore queimada pelos raios um pergaminho que tinha por título ... "O Tesouro da Alma".
Quanto a nós ... continuávamos a subir. As fontes de fresca e límpida água que se seguem à ermida lá estavam ... as amplas panorâmicas é que não. Por vezes os deuses pareciam querer limpar os céus, mas logo a seguir as nuvens se reagrupavam. Subíamos agora para nordeste, rumo ao cume. Chegamos à Nevera, o pozo de la nieve, semelhante aos da nossa Serra de Montejunto. E antes das onze horas ... estávamos no cume.

Pozo de la nieve,
ou Nevera (1420m alt.)
Na épica subida até ao cume do Xalmas ... os deuses sopravam cada vez mais fortes...
Ao abrigo do deus Xalmas ...
encontramos o presépio
E empurrados pelos ventos fortes ... atingimos o cume (1492m alt.) (Foto: Américo Guerreiro)
No cume do Xalmas, mal nos aguentávamos de pé. O vento soprava fortíssimo, de sul ... do sul para onde agora tínhamos de descer, até que mais de 200 metros abaixo retomássemos o rumo leste e norte. O simulacro de pequenas abertas ... fecharam-se ... e do céu vieram as águas.
Nunca antes havia visto tantas linhas de água nas encostas do Xalmas. O Arroyo de Los Hocinos, pouco antes do que resta das antigas minas de volfrâmio ... quase parecia a cascata da Cervigona ... a "princesa" que eu começava a perder a esperança de visitar...

Descida do cume do Xalmas para sudeste ... debaixo das águas que vieram do céu...
Pouco passava das onze e meia procurámos refúgio nas ruínas junto à galeria das minas. Mas o interior da velha casa estava alagado. Prosseguimos ... debaixo de chuva agora ininterrupta. Mais do que nunca me vieram ao pensamento as palavras do amigo Tomás Acosta Píriz, poeta de Navasfrias, relativas ao grande incêndio de 2015, que dizimou esta porção da serra que também ele tanto ama e do qual ainda se notam os efeitos: "Es tristeza que llueve con lágrimas negras sobre tierra sin vida "
A nascente, viam-se os contornos das pequenas elevações que constituem a cabeceira da grande cascata da Cervigona ...
... mas a chuva fustigava-nos. Muitos pés já iam muito pouco secos. Havia que tomar opções...
Ao delinear esta actividade e perante as previsões meteorológicas, tinha transmitido ao grupo que a caminhada seria gerida ao longo da mesma, consoante o andamento ... e o estado do tempo e do terreno. Pouco depois do meio dia, no limite entre Extremadura e Castela, havia que tomar opções. Prosseguir para leste, para descer à Cervigona, ao fabuloso trilho da Jara del Rey e ao Prado de las Monjas, nas condições que os deuses vetões desta vez nos deram ... seria um sacrifício que o bom senso não justificava. Pouco ou nada iríamos ver ... e menos ainda apreciar. Posta a questão ao grupo, dos 18 apenas uns 2 ou 3 responderam por palavras ... os restantes responderam através das expressões faciais... 😞. E pelos trilhos da face norte do Xalmas ... regressámos ao ponto de partida.

Quando os caminhos já são rios ... há que regressar...
Encosta norte do Xalmas, 12h35 ... e a intempérie não dava tréguas...
13h00 - Nunca o regresso aos carros foi tão
desejado... (ver o álbum completo)
Ao longo dos três quilómetros finais ... nos pensamentos já pairava uma segunda edição, para então sim completar o projecto e para apreciar as panorâmicas que Xalmas não nos deixou ver. E aqui deixo a referência e o justo agradecimento à ADISGATA - Associação para o Desenvolvimento Integral da Sierra de Gata - que, graciosa e muito simpaticamente se tinham posto à disposição do grupo para nos recolher no Puerto de Perales, caso optássemos por descer à ribeira de Acebo e não fechássemos o círculo de regresso. Bem hajam!
No "El Dorado", nos Fóios ... o jantar retemperador
(Fotos: Américo Guerreiro)
A tarde de sábado ... foi portanto passada às lareiras ... a ver chover... 😢. Mas a chuva estava a alimentar os campos e lameiros ... como no dia seguinte íamos bem testemunhar... 😊. O jantar, como não podia deixar de ser, foi nos velhos amigos Ramitos e Quim, no "El Dorado" dos Fóios, com a companhia, como também habitualmente, dos também velhos amigos Natália e José Manuel Campos, antigo Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios ... e grande dinamizador das terras da raia.
Entretanto, como possível e onde possível ... as botas secavam da intempérie vivida. Alguém disse que o título "às portas do céu" poderia bem ser ... "às portas da tempestade"... 😄
Mas de acordo com as previsões ... a tempestade ia dar umas tréguas na manhã do dia seguinte. Poderia até haver algum Sol ... e no dia seguinte acordámos com um maravilhoso dia de Sol e céu azul! O deus Xalmas trocou-nos as voltas ... mas limpou-nos os céus para a pequena caminhada em terras de Vale de Espinho.
Belezas do Côa, Vale de Espinho e Malcata
Domingo, o ponto de encontro era em Vale de Espinho. O objectivo era dar a conhecer aos meus Manos e amigos (os que ainda não conheciam) alguns dos encantos desta aldeia que adoptei e me adoptou há já uns longos quase 45 anos. Uma caminhada necessariamente curta; três dos meus "convidados" tinham outros compromissos e haviam já regressado à Covilhã e à Guarda; os outros 14 ... tinham de regressar a Lisboa, Porto, Coimbra, Santarém ... e à serra de Montejunto 😉.
A partir do Largo das Eiras, atravessámos a aldeia, rumo à Igreja Matriz e ao ex-libris de Vale de Espinho, o painel de azulejos da torre sineira. Depois, orientei o percurso para algumas paisagens com o Rio Côa como tema central e a Serra da Malcata como pano de fundo ... e deliciámo-nos com o "sangue" que corria por todo o lado, dando vida e cor ao dia que o Sol iluminava. À esquerda e à direita da estrada, o verde dos lameiros e o cintilar da água prendia já os dedos às máquinas fotográficas. Junto à foz do Ribeiro da Presa, chegámos ao Côa, no local do Moinho dos Pecas.
Vale de Espinho, 04.03.2018, 9h55 - Cruzando o Ribeiro do Cabeludo, rumamos aos campos e lameiros verdejantes
Lameiros do Ribeiro da Presa, junto à estrada: as águas que vieram do céu deram cor ... som ... vida!
O rio Côa, junto ao Moinho dos Pecas
Seguiu-se a ribeira dos Abedoeiros, as Veigas, a velha Ponte "romana" de Vale de Espinho. Não fomos ao longo dos lameiros, como tanto gosto, não passámos portanto ao velho moinho do Engenho, que foi moinho ... "fábrica" de luz ... fábrica de mantas ... e que hoje chora o abandono, ao som das águas que já não lhe correm nas velhas mós. Atravessar os lameiros, agora ... só de galochas.

Ao longo do Côa, do Moinho dos Pecas aos Abedoeiros e às Veigas
Açude das Veigas ... pelo olhar da Sónia Camponez
Na velha Ponte "romana" de Vale de Espinho, onde se contam gerações de homens e animais ...
... onde o Côa leva as águas e as histórias (Foto: Luís Martins)
Panorâmica sobre o Côa e a Ponte, com Vale de Espinho ao fundo
Contornámos a face norte do Cabeço da Ponte, voltámos a cruzar o Côa no Pisão ... e rumámos ao Moinho do Rato. Três dias antes tinha lá estado; as chuvas tinham arrastado ramos e detritos, as águas galgavam as poldras; atravessar o rio era impensável. Agora ... a continuação dos dias de chuva tinham lavado o rio, arrastando os detritos, pelo que a passagem já era possível; assim tivesse eu adivinhado ... e teríamos vindo pela margem esquerda do Côa.

"E de repente damo-nos conta de envelhecer, a ver envelhecer estas pedras que não envelhecem" (Sérgio Paulo Silva)
(Foto: José Manuel Messias)
O Moinho do Rato é sem dúvida um dos locais mais bucólicos de Vale de Espinho. Junto ao rio, direi mesmo que é o local que mais me prende. Ali passo por vezes incontáveis momentos a solo, a olhar a Natureza, a olhar as águas que correm, a olhar as pedras que não envelhecem ... a olhar para dentro de mim. Transmiti um pouco dessa minha ligação àquele lugar ... e talvez por isso ali fizemos a foto de grupo deste domingo, deste pequeno périplo ... nas "minhas" terras de Vale de Espinho.

Foto de grupo, no pontão das poldras do Moinho do Rato ... ou 16 amigos e amigas sobre as águas do Côa
(Foto: Henrique Feliciano Silva)
E do Moinho do Rato ... havia que regressar ao ponto de partida
Muito mais havia para mostrar aos alegres convivas que aceitaram o meu desafio ... mas já passava do meio dia.
O forcão, um dos ícones da Raia
Pela velha estrada inacabada de Malcata, regressámos a Vale de Espinho. O forcão, junto à praça de touros, permitiu-me explicar-lhes um pouco do que é a capeia arraiana ... e à passagem pela Fonte Grande também lhes disse porque é que adoptei Vale de Espinho: rapaz forasteiro que vem a Vale de Espinho e bebe água daquela fonte, fica enamorado desta aldeia ... e de alguma "estrelinha" da aldeia... 😋
Na "TrutalCôa" ... o almoço retemperador 😉
(Foto: Américo Guerreiro)
A manhã de Sol tinha sido especial para nós; as nuvens cobriam de novo os céus e, à tarde, viria chuva. A "mana" tripeira e os restantes amigos do Porto tinham de regressar. Com os restantes ... o convívio acabou com um belo almoço na "TrutalCôa". Só a sobremesa não foi de truta; a tradicional entrada de truta frita e a também tradicional truta no forno ... foi antecedida por uma divinal sopa ... de truta! Cinco estrelas! No final, na hora da despedida ... tomava forma a necessidade de agendar a repetição deste Xalmas; ... e do céu vieram as águas ... mas que para a próxima nos deixem voar sobre as panorâmicas da montanha "sagrada" e da sua "princesa" Cervigona...
Ver o álbum de Vale de Espinho

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Rumo à cidade "perdida" de Ierabriga

Em Outubro de 2015 - com o grupo Caminhando - conheci os montes do concelho de Vila Franca de Xira. Pouco mais de um ano depois, em Dezembro de 2016, levei lá os "meus" Caminheiros Gaspar Correia. Como então disse, quando se pensa em atravessar terras de Vila Franca, normalmente pensa-se em lezíria, em paisagens ribeirinhas ... e esquece-se que Vila Franca também tem montes, também tem bosques e ruralidade ... e também tem os vestígios arqueológicos do que deve ter sido uma importante cidade romana.
Castanheira do Ribatejo, 17.02.2018, 9h30
Desta vez pela mão dos Novos Trilhos, Castanheira do Ribatejo foi a base para uma caminhada circular, que se iniciou em sentido sudoeste, com uma incursão sobre os montes sobranceiros à lezíria e a Vila Franca de Xira.
O primeiro objectivo de registo foi o alto do Senhor da Boa Morte. Reza a história que a capela, no cume do monte, tinha o nome de Sta Maria dos Povos, a vila que lhe fica aos pés. A posterior designação deve-se à descoberta, nas proximidades da Igreja, de uma imagem de Jesus Cristo morto. A devoção a esta imagem implantou-se de tal forma que, quando a igreja foi reconstruída após o terramoto de 1755, o seu nome alterou-se para capela do Senhor da Boa Morte.

Pelos montes e bosques de Vila Franca de Xira, rumo ao Alto do Senhor da Boa Morte
Encosta nascente do Senhor da Boa Morte e ruínas
do antigo solar dos Ataíde, dos séculos XVI a XVIII
Miradouro do Senhor da Boa Morte e Cruzeiro da Independência
Panorâmica do Alto do Sr. da Boa Morte e, a sul,
o Monte Gordo, sobre Vila Franca de Xira
Também é corrente a interpretação de que o nome “Senhor da Boa Morte” deve-se ao povo das lezírias e às muitas tragédias que os afligiam. “Como na altura morriam muitas pessoas devido às cheias, começaram todos a pedir ao Senhor que lhes desse uma boa morte" (Jornal "O Mirante").

Capela do Senhor da Boa Morte
Pelas onze horas rumámos a noroeste. O alto do Sr. da Boa Morte ficava para trás; os campos pareciam apresentar já uma Primavera antecipada ... ou um Inverno que praticamente não existiu. Pouco depois do meio dia, estávamos nas ruínas da antiga Quinta e Convento de Santo António, para depois descer rumo ao vale do Rio Grande da Pipa, com a aldeia de Cadafais à vista.

E o Senhor da Boa Morte ficou para trás
Pelos campos entre Matos da Boiça e a Quinta de Santo António
Antiga Quinta e Convento de Santo António
Descida para o vale do Rio Grande da Pipa, com Cadafais à vista
O almoço foi na encosta poente do geodésico da Castanheira, à vista de Quintas, a aldeia que ficou tristemente célebre a 26 de Novembro de 1967, o dia em que as cheias dizimaram metade da população ... 83 mortos em poucas horas...

Rumo ao Monte dos Castelinhos
No extremo norte do percurso, entre as Quintas e a Vala do Carregado, situa-se o Monte dos Castelinhos, considerado a mais importante estação arqueológica do baixo Tejo. Como referi no início, em Outubro de 2015 e Dezembro de 2016 já por ali tinha andado ... mas hoje tivemos inclusivamente o nosso arqueólogo Novos Trilhos a prestar-nos uma completa e cativante descrição.

Na Estação Arqueológica do Monte dos Castelinhos. Será esta a cidade "perdida" de Ierabriga?
"“Já se tinha arrumado a questão da importância do Monte dos Castelinhos durante a fase da conquista romana, no período republicano (século I aC) e é nesse período que a investigação tem vindo a ser desenvolvida, porque estamos perante um sítio com uma grande fortificação, que teve uma forte presença militar no período de Júlio César”, explica João Pimenta, em declarações ao Público, frisando que havia, contudo, “indícios de que este sítio também tinha sido importante em épocas já do alto império romano (séculos I e II dC), numa altura em que Roma já se tinha implantado neste território e em que este território estava na província romana da Lusitânia”."
Os trabalhos de pesquisa ali efectuados nos últimos anos reforçam a tese de que ali se situava a cidade romana de Ierabriga, "perdida" há muitos séculos e considerada a mais importante entre as antigas Olissipo (Lisboa) e Scallabis (Santarém).

Etapa final, de regresso à Castanheira
Com 21 km percorridos, antes das três e meia estávamos na Castanheira do Ribatejo. Antes de regressar ao ponto de partida, a Igreja Matriz da Castanheira foi o local eleito para a habitual foto de grupo ... no final de mais uma bela caminhada ao estilo Novos Trilhos.

A Igreja Matriz da Castanheira ... recebe os Novos Trilhos ... 😊
Ver o álbum completo