quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Regresso ao Trilho da Cumeada e vale das Sombras

Penúltimo dia da actividade de verão com os Caminheiros. Amanhã regressamos a Lisboa ... depois de hoje ter levado parte do grupo a conhecer dois dos mais fabulosos percursos que já fiz em terras do Gerês  /  Xurés  luso-galaico:  o  Trilho da Cumeada  (que  percorri em Maio  passado)  e  o  vale das Sombras (trilhado em Outubro de 2010).
3.08.2011, 7:15h - Fronteira da Portela do Homem
Pela hora portuguesa, pouco passava das sete da manhã já estávamos na Portela do Homem, prontos para iniciar a "grande aventura". O dia estava magnífico. À medida que subíamos, o Pé de Cabril ia-se impondo, bem como o vale do Alto Homem, magnífico. Alguns dos caminheiros que me acompanharam tinham-no descido em Junho de 2010, pelo velho estradão mineiro ... que baptizaram de "quebra-molas". Desta vez estávamos na Encosta do Sol, saboreando as mesmas espectaculares panorâmicas que eu saboreei em Maio e seguindo o mesmo percurso que então segui.

Vale do Alto Homem, do Trilho da Cumeada
Com a albufeira de Vilarinho das Furnas ao fundo
O local onde acampei, em Maio, foi ponto de passagem obrigatório. As enigmáticas formas graníticas que me protegeram naquela noite passada a solo, na imensidão serrana, lá estavam a enquadrar a albufeira de Vilarinho das Furnas, ao fundo. E ali nos entregámos também à serra...

Albufeira de Vilarinho das Furnas ao fundo, por entre as formas graníticas onde acampei em Maio
(comparar com as fotos dessa "aventura" em autonomia)
Encosta do Sol acima, a manhã foi correndo ao sabor da "aventura". As sensações de êxtase surgiam em cada nova perspectiva, em cada nova panorâmica, ora para o vale do Homem, ora para a vertente galega. Por volta do meio dia e meia hora, detivemo-nos para almoçar e retemperar forças, à vista do Outeiro da Meda e do Pico do Sobreiro. Uma vaca solitária ensinou-nos um trilho um pouco mais curto do que aquele que eu segui em Maio. Acima dos 1400 metros de altitude, o nosso rumo era a Amoreira, com o Sobreiro e o Pico dos Carris a guiar-nos.

A minha valente "cabrita montesa" admira o vale do Alto Homem!
As sensações de êxtase surgiam em cada nova perspectiva...
... enquanto seguíamos pela Cumeada da Encosta do Sol
Vale do Alto Homem
12:30h - À vista do Outeiro da Meda, com o Sobreiro ao fundo
E quase quase na Amoreira...
A ida até aos Carris esteve sempre na mente, como hipótese ... mas algumas pernas e algumas "máquinas" pediam já a descida. Às duas da tarde estávamos assim na Amoreira, prontos para iniciar a descida para o fabuloso vale das Sombras. As cores do Outono, que me encantaram em Outubro do ano passado, não eram agora as mesmas, mas aquele vale abrupto, descendo das alturas para Vilameá, continuava imponente. E as Minas das Sombras lá continuavam, perdidas no tempo e contando histórias perdidas nas memórias.

14:00h, 1360m alt. - Amoreira: regressámos à Galiza e começa a panorâmica sobre o fabuloso vale das Sombras
Descendo o vale das Sombras
Ruínas das Minas das Sombras
Ruínas das Minas das Sombras ...
... e de onde viemos
No estradão mineiro das Minas das Sombras, descendo o vale
Abaixo já das Minas das Sombras, acompanhámos o curso do rio de Vilameá, tal como no ano passado, admirando a sucessão de lagoas e quedas de água que o caracterizam. Junto à Ponte de Porta Paredes ... as águas refrescaram-nos o corpo e a sede!

Rio de
Vilameá
Descemos e descemos...
... a partir destas paisagens assombrosas
Piscinas naturais
no rio de Vilameá
Cascatas no rio de Vilameá
Ponte de
Porta Paredes
E continuamos a descer, agora à esquerda do rio de Vilameá
E às seis da tarde, com quase 21 km percorridos desde a Portela do Homem, estávamos a entrar em Vilameá, terminando esta fabulosa caminhada. O autocarro esperava-nos para um curto transbordo para Lobios ... e para amanhã regressarmos a Lisboa, no fim desta actividade de verão de 2011!

3.08.2011, 18:00h - Vilameá ... no fim de mais uma "aventura" caminheira

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Com os Caminheiros, em terras do Gerês / Xurés

Em 2010, a actividade de verão da "família" Caminheira foi em S. Miguel, Açores. Este ano, ano de crise ... impunha-se que a actividade de verão fosse mais económica. E assim surgiu um programa de 9 dias, que começou por uma componente cultural, em Guimarães, a que se seguiu ... o Gerês luso-galaico! Por isso ... cá estou de novo no "Hotel Lusitano", em Lobios, com um grupo de 34 caminheiros!
29.07.2011 - Entramos na aldeia de Lapela
Depois de um dia e meio em Guimarães, dia 29 começou a incursão pelo Gerês. O destino ... Pitões das Júnias! Mas com uma primeira caminhada à belíssima Cascata de Cela Cavalos, próximo de Lapela.
O grupo reune-se na "Casa Cabrilho", em Lapela
Fui dar a conhecer aos Caminheiros aquela zona do sul da serra do Gerês. Uma primeira caminhada curta, entre Lapela e Cela, que incluiu óptimos momentos de banho e almoço, junto àquela espectacular cascata e lagoa. O almoço, volante, estava previamente combinado com os nossos amigos Tó e Tina, da "Casa Cabrilho", em Lapela.

Vale do Cávado,
entre Lapela e Cela
Cascata de
Cela Cavalos

Lapela - Cela (álbum completo)

Terminada a caminhada, em Cela, rumámos a Pitões, onde mais uma vez a "Casa do Preto" e as Sr.as Marias nos receberam. Nesse mesmo dia ainda fizemos a tradicional caminhada ao Mosteiro e à cascata de Pitões e à noite, depois do jantar ... havia uma surpresa: para a minha "família" Caminheira ... eu tinha contratado uma actuação dos Gaiteiros de Pitões! E que excelente actuação!

29.07.2011 - Mosteiro de Santa Maria das Júnias
Cascata
de Pitões
29.07.2011 - Actuação dos Gaiteiros de Pitões, na "Casa do Preto"
Anteontem, dia 30 ... a "caminhada" foi de autocarro. Visitámos Tourém, Montalegre e as terras actualmente galegas do Couto Misto, área fronteiriça de cerca de 27 km² que, até 1864, não estava ligada à Coroa portuguesa nem espanhola; cada habitante elegia livremente a sua nacionalidade. Na igreja de Santiago dos Mixtos, vimos a arca que albergava os documentos que, desde tempos medievais, faziam do Couto Misto um território que na prática era independente.
Ontem ... foi o dia da travessia do Gerês luso-galaico! Baseada na travessia feita em Outubro do ano passado, esta caminhada terminou contudo no Rio Mao, já que, com os Caminheiros, tínhamos a possibilidade de recolha antes de Lobios. E assim, saímos portanto a pé de Pitões das Júnias, seguindo exactamente o mesmo percurso daquela "aventura" a dois. O carvalhal da Barxa e a aldeia abandonada de Salgueiro foram, mais uma vez, os pontos principais desta jornada.

31.07.2011 - Gerês, vertente portuguesa: ao fundo a barragem de Paradela
Raia luso-galaica
E já no Xurés galego
Aldeia abandonada de Salgueiro
Descendo para o vale do Rio Mao
E ... recolha para Lobios
Pitões das Júnias - Rio Mao (álbum completo)


Hoje foi a vez das terras de Castro Laboreiro. Também baseada na caminhada que preparei há pouco mais de um mês, levei o grupo às aldeias do planalto e à majestosa Pena de Anamão. Uma caminhada circular, finda a qual visitámos Castro Laboreiro ... e regressando depois a Lobios.

1.08.2011 - Subida de Curveira para o Alto das Manguelas, Castro Laboreiro
Esta subida prometia...
Rocha do Bico do Patelo
Subida ao Alto das Manguelas
A majestosa Pena de Anamão
E avançamos para as aldeias do planalto

Próximo da ponte de Cainheiras
Em terras de Castro Laboreiro (álbum completo)


Castro Laboreiro: ponte medieval sobre o Rio Laboreiro
Rio Laboreiro
Amanhã temos um dia livre em Ourense ... antes da última caminhada!